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No início de 2007, as duas conceituadas intérpretes gravarão um disco com músicas e textos dos anos 50 de Brasil e de Cuba. A iniciativa partiu da cantora cubana quanto esteve no Brasil em turnê, em setembro do ano passado, e faz parte de seu projeto de gravar em dueto com grandes cantoras latinas para reafirmar os laços culturais do continente. A ligação de Omara com a música brasileira pode ser comprovada em seu último disco, Flor de Amor, que tem uma canção de Carlinhos Brown. O disco será gravado no estúdio da Biscoito Fino e será lançado pelo selo de Maria Bethânia. |
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O premiado produtor Win Wenders, de Buena Vista Social Club, lançou um documentário sobre a nova geração dos músicos da ilha. "The Sons of Cuba: Buena Vista Next Generation", dirigido por Gernan Kral, apresenta os jovens e promissores artistas do cenário musical cubano. Lançado em CD e DVD pela nova gravadora Coqueiro Verde Records, o documentário é distribuído pela EMI. Nele, os músicos são comandados pelo venerado maestro Pio Leiva, pertencente à velha-guarda da ilha, morto em março, aos 88 anos. Tudo começa quando um motorista de táxi convence o maestro a juntos formarem uma banda com os mais importantes nomes da nova geração. Os músicos misturam tradição e modernidade, unindo boleros com rap, rock e rhythm’n’blues. |
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Madrigal: Película em preto e branco que conta a história de amor do ator de teatro Javier e da espectadora Luisita. Tudo começa quando Luisita, única espectadora de uma encenação de Javier, decide ir embora logo no início. Javier resolve procurar sua expectadora misteriosa e começa um jogo de paixão e interesses. Dedicada ao produtor francês René Clair, que em 1955 filmou Les grandes manoeuvres, a película é centrada em uma busca que começa pela construção de uma história de amor que evolui através do comportamento obsessivo e contraditório dos personagens. Dirigido por Fernando Pérez, com roteiro dele e Eduardo del Llano. Atuam no filme Liety Chaviano, Carlos Enrique Almirante, Luis Alberto García e Carla Sánchez. Camino Del Éden: Passado durante uma das etapas da luta pela independência de Cuba, em 1895, este filme é uma co-produção do ICAIC, Instituto Cubano de Artes e Indústrias Cinematográficas, e do canal espanhol Antena 3. Dirigido por Daniel Díaz Torres, o filme tem uma parte complementar, El Éden Perdido, dirigida pelo espanhol Manuel Estudillo, que pode ser assistida separadamente. Nesta produção de época, concebida como um filme para televisão, a Cuba colonial e rural, pouco explorada habitualmente, poderá ser apreciada. Na história, uma família espanhola muda-se para a fazenda Éden e lá se desenrola um drama envolvendo a família, uma criada e grupos políticos locais. O elenco conta com Pilar Punzano, Álvaro de Luna, Lieter Ledesma, Limara Meneses, Fernando Hechavarría, Cándido Mario Guerra e Salvador Palomino, entre outros. |
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O mais importante festival de cinema de Cuba ocorrerá de 5 a 15 de dezembro na Ciudad de La Habana e em outras cidades da ilha. Difundir e premiar as obras cinematográficas que contribuem para enriquecer e reafirmar a identidade cultural latino-americana e caribenha são os objetivos do festival. Em sua 28ª edição, oferecerá em 463 obras um panorama da produção áudio-visual do continente. As categorias para premiação são ficção, documentário e animação em película e vídeo (longa e curta-metragem), obras primas, roteiros inéditos e cartazes. Mostras de cinema contemporâneo internacional, seminários, homenagens e encontros completam a programação. O filme selecionado para a abertura do festival é El laberinto del fauno, uma co-produção da Espanha, México e Estados Unidos do diretor Guillermo del Toro. O Brasil é o país com maior número de obras na competição oficial: 32 produções. Antonia, de Tata Amaral, O maior amor do mundo, de Cacá Diegues, Os 12 trabalhos, de Ricardo Elias, O céu de Suely, de Karim Aïnouz e É proibido proibir, de Jorge Durán concorrem ao melhor longa de ficção. Já Casa de areia, de Andrucha Waddington e Um Crime delicado, de Beto Brant serão exibidos fora de competição. Confia em mim, de Patricia Ermel e Kiko Costato, Faça sua escolha, de Paulo E. Miranda, Início do fim, de Gustavo Spolidoro e Mestrado da vida, de Josias Pereira concorrem como médio e curta-metragens. A máquina, de João Falcão, concorre ao título de Obra Prima. Quatro trabalhos brasileiros concorrem ao melhor documentário, dez à melhor animação, quatro ao de melhor roteiro inédito, entre outros. Segundo Iván Giroud, diretor do festival, a maioria dos diretores com filmes em competição estarão em Cuba durante o festival. O ator José Wilker e o diretor Cacá Diegues, de O Maior Amor do Mundo, já estão confirmados. Várias personalidades do cinema internacional prestigiarão a mostra, entre eles os britânicos Stephen Frears, de Amizades Perigosas e Ralph Fiennes, de O Paciente Inglês. As mostras programadas para esta edição são Cinema em Construção, Golem: dez anos no Festival de La Habana, Latinos nos EUA, Curtas de arte, Cinema alemão, Cinema da República Dominicana, Cinema de San Luis-Argentina, Cinema espanhol, Cinema experimental, Cinema italiano, Cinema suíço, Curtas de Telefé (Argentina), Curtas infantis da produtora KRO, Versão espanhola e O cinema francês nos tempos da ocupação. Nesta edição do festival serão homenageados os 20 anos da Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños, o produtor mexicano Gustavo Alatriste e o centenário de Roberto Rossellini. Para cada homenagem está programada a exibição de filmes relacionados ao tema. |
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Celebrar a cultura latina é o objetivo do ¡Arriba Cuba!, que ocorrerá de 30 de novembro a 2 de dezembro no Pátio Havana, no mais charmoso balneário carioca. Além de shows com repertório dos principais ritmos latino-americanos, estão programados degustação de charutos, exposição de fotografias e exibição de DVDs cubanos. No cardápio, drinks e petiscos cubanos. Tudo isso no clima dos tradicionais “patios” de Havana Velha propiciado pelo ambiente do Pátio Havana. Programação: Dia 30/11 – Banda Sonora Caribe Exposição de fotos de Havana Velha (exposição permanente) Artistas: Pedro La Colina & Sexteto Cañaveral Pedro La Colina é um dos mais importantes intérpretes da música latina que atuam no Brasil. Vocalista do grupo Raíces de América, o cantor e percussionista chileno começou sua trajetória em 1990 com a criação da banda El Combo, junto com os cubanos Pepe Rodriguez e Felipe Lamoglia. No show, La Colina é acompanhado pelo Sexteto Cañaveral e presta homenagem a grandes compositores e intérpretes da música caribenha como Benny Moré, Isaac Delgado, Willy Chirinos e Carlos Oliva, entre outros. No repertório, salsa, bolero, chachachá, rumba, mambo, guaguancó e son. Banda Havana Brasil Há cinco anos responsável pelo sucesso das domingueiras do Bourbon Street, em São Paulo, a banda Havana Brasil foi criada por ex-integrantes da orquestra Heartbreakers – big band que comandava as sessões dançantes do Avenida, tradicional bar da capital paulista. No repertório do grupo, sucessos da música afro-cubana e caribenha: Tres Deseos, Lola, Echale Limon, Chan Chan e El Cuarto de Tula. Destacam-se ainda as releituras de músicas brasileiras com arranjos latinos, como Seu Zé (de Carlinhos Brown) em clima de guajira e Canção da Partida (de Dorival Caymmi), em ritmo de salsa. A banda Havana Brasil é formada por Anaí Rosa (voz), Christianne Neves (teclado), Marcelo Ishitani (baixo), Adriano Lima (sopro), Xico Guedes (sopro), Mestre Dinho (congas), Gilberto “Giba” Favery (bateria) e Ivo de Freitas (sopro). Os bailarinos Solange Souza e Marcelo Lourenço completam o grupo. Destaque para a participação especial de Fernando Ferrer (voz). Fernando Ferrer O cubano Fernando Ferrer descobriu o Brasil em 2001, quando se apresentou por aqui com a Afro Cuban All Star, big band liderada por Juan de Marco – criador do projeto Buena Vista Social Club. Com a Afro Cuban se apresentou em turnê pela Europa e América Latina. Ferrer integrou ainda os grupos Raisón e Cubanismo. No Brasil desde 2004, Fernando Ferrer integra o projeto Havana Brasil, no Bourbon Street. Sonora Caribe Criada pela cantora chilena Claudia Zuñiga e pelo violonista e arranjador gaúcho Fábio Coimbra, a Sonora Caribe já consolida um trabalho de 11 anos dedicados à pesquisa e à execução dos ritmos latinos. Cláudio Stabiler (bateria), Eric (piano/teclado), Javier (congas), e Edd (trombone) completam a formação do grupo. |
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A mais importante companhia de balé de Cuba se apresentará no Canecão, no Rio de Janeiro, dias 14 e 15 de novembro. O grupo esteve no Brasil recentemente e passou por sete capitais, mas esta será a primeira apresentação no Rio. O Ballet Nacional de Cuba foi criado em 1948 e é dirigido pela primeira bailarina e grande estrela da dança da ilha Alicia Alonso. |
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Os palcos do Rio de Janeiro e de São Paulo abrirão espaço para uma das bandas de salsa mais importantes da história da música cubana: Juan Formell y Los Van Van. A mistura da tradição da salsa cubana com a contemporaneidade fornece à banda do maestro Formell os ingrediente para o sucesso que dura décadas. Com mais de 20 CDs, 150 músicas gravadas e diversos prêmios internacionais, a orquestra inicia a turnê pelo Brasil dia 27 de outubro na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro, e em seguida parte para a Sala Expo Barra Funda, em São Paulo, onde se apresenta dia 1º de novembro. |
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O novo lançamento da editora Terceiro Nome é uma crônica da vida em Cuba. Nervo Exposto – de Havana a Santiago de Cuba, de João Pavese, é uma história de amor contada em linguagem jovem e dinâmica. Após ter sido abandonado por sua paixão, o autor decidiu conhecer o país que admirava desde a infância e percorreu a ilha de bicicleta com um amigo. |
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O herói cubano Carlos Manuel de Céspedes é a figura central da XIII edição da Fiesta de la Cubanía, que é celebrada em Bayamo, capital da província de Granma. O tema este ano são identidade e nacionalidade cubanas. Está confirmada a presença de Armando Hart Dávalos, diretor da Oficina Del Programa Martiniano, dedicada ao estudo da vida e da obra do poeta José Martí, que promove a festa. Haverá uma aula inaugural proferida por ele na Praça da Pátria, onde também ocorrerá o Capítulo Cubano em Defesa da Humanidade, em que personalidades das artes e das letras protestarão contra o terrorismo e a guerra. A partir do dia 18 de outubro o evento abordará as etapas do processo de formação da nacionalidade e da nação cubana. Já o colóquio de literatura estudará a ligação entre a literatura e o civismo na formação da nacionalidade. Haverá também um fórum interativo digital com o tema nacionalidade e nações ante a persistência da globalização e o terrorismo. Paralelamente às atividades teóricas, o público poderá desfrutar de espetáculos teatrais, concertos, exposições feiras de livros e artesanato e produtos da cozinha tradicional. |
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Depois de receber milhares de visitantes nos centros culturais do Banco do Brasil de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, a exposição Arte de Cuba chega ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, no Paraná, onde poderá ser vista até 14 de janeiro de 2007. As 117 obras de 61 artistas compõe um amplo panorama a arte da ilha no século XX. Pela primeira vez este conjunto de obras, que pertencem ao Museu Nacional de Bellas Arte de Cuba, é exposto fora da ilha. O visitante terá a oportunidade de conhecer desde o início das vanguardas ao movimento contemporâneo através de obras de artistas consagrados como Wifredo Lam, Victor Manuel García, Marcelo Pogolotti, Raúl Martinez, José Bedia e Carlos Garaicoa. O Museu Oscar Niemeyer fica na rua Marechal Hermes 999, Centro-Cívico. |
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O documentário Havana - A nova arte de construir ruínas, longa de estréia do diretor alemão Florian Borchmeyer, será exibido na mostra Doc Latino do Festival do Rio, que ocorrrá de 21 de setembro a 5 de outubro. O documentário mostra como a capital da ilha ficou conhecida por seua arquitetura exuberante e decadente depois da Revuloção Cubana, ocorrida em 1959. Cinco habitantes de perfis distintos contam suas experiências, como o encanador que convive com pombos no prédio em que mora no centro da cidade. O longa será exibido dia 28/09 (Espaço Unibanco 1, às 12:30 h e às 19:15 h); dia 29/09 (Estação Barra Point 1, às 21 h); dia 01/10 (Estação Botafogo 3, às 17 h) e dia 04/10 (Estação Botafogo 3, às 14:45 h). |
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O Museu Nacional de Bellas Artes, em La Habana, abriga a exposição Homenage a Mozart, como parte das celebrações mundiais pelos 250 anos do nascimento do músico austríaco. Quarenta peças dos artistas europeus Eleanor Friedrich, Ernst Friedrich e Andrew Stewart compõe a mostra, que fica em cartaz até dia 12 de novembro e já passou por 16 países. As peças foram trabalhadas sobre partituras originais de Mozart transcritas por outros músicos e estarão dispostas na sala de arte universal reproduzindo uma orquestra. Haverá áudio ambiente com peças do compositor, que nasceu em janeiro de 1756 em Salzburg. |
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Um dos mais antigos festivais de dança em escala mundial, o Festival Internacional de Ballet de La Habana, ocorrerá de 28 de outubro a 6 de novembro em Cuba. Surgido em 1960, o encontro tem caráter competitivo e é compartilhado por todo o mundo da dança, empresários, críticos e jornalistas. A grande estrela do balé da ilha, a bailarina Alicia Alonso, é a principal figura do evento, já tendo participado como bailarina e cenógrafa. Mais de cinqüenta e oito companhias estrangeiras e mil convidados de 57 países dos cinco continentes já participaram do festival durante a história. Representantes das mais diversas tendências da dança contemporânea participam do encontro, que tem diversas atividades paralelas, como exposições de fotografias e de artes plásticas, conferências, lançamentos de livros e CDs, mostras de cinema entre outros eventos. A bailarina Alicia Alonso ministrará o curso internacional Cátedra de Danza del Ballet Nacional de Cuba. Os temas são técnica, estilo e os conceitos interpretativos da escola cubana de balé. O curso será ministrado na sede do Ballet Nacional de Cuba entre 1º e 5 de novembro e está dirigido a profissionais de estudantes com pelo menos cinco anos de estudo. Mais informações pelo e-mail bnc@cubarte.cult.cu. Programação (sujeita a alterações): 28 DE OCTUBRE (October 28th) 29 DE OCTUBRE (October 29th) 30 DE OCTUBRE (October 30th) 31 DE OCTUBRE (October 31st) 1º DE NOVIEMBRE (November 1st) 2 DE NOVIEMBRE (November 2nd) 3 DE NOVIEMBRE (November 3rd) 4 DE NOVIEMBRE (November 4th) 5 DE NOVIEMBRE (November 5th) 6 DE NOVIEMBRE (November 6th) Siglas: |
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O ator José Wilker, conhecido na ilha pelas novelas Roque Santeiro e Senhora do Destino, acompanhará a estréia de O maior amor do mundo, seu mais recente filme, dirigido por Cacá Diegues. A estréia do filme nos cinemas brasileiros está marcada para sete de setembro. No filme, Wilker vive um premiado astrofísico carioca que regressa ao Brasil após uma temporada no exterior e descobre fatos sobre o passado político da época dos militares. Também estão no elenco Sérgio Britto, Taís Araújo, Marco Ricca, Stepan Nercessian e Hugo Carvana. A trilha sonora tem canções de Chico Buarque. |
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O centro de estudos do Caribe e a Casa de Las Américas promoverão o colóquio El Caribe en las visiones de artistas plásticos contemporáneos. O encontro pretende proporcionar um intercâmbio de reflexões sobre os diversos modos de leitura e apropriações artísticas do Caribe e suas múltiplas problemáticas, a partir de uma perspectiva contemporânea. Serão abordadas as conexões entre arte e raça; gênero, religião, ecologia e meio-ambiente; diáspora e nação e multiculturalidade, entre outros. Para celebrar os 120 anos da abolição da escravatura em Cuba, se convoca, como parte deste evento, a apresentação de painéis que abordem a ampla dimensão do conceito de cimarronaje (ações que os negros escravos faziam para escapar dos cativeiros em busca da liberdade) na arte contemporânea, não só de uma perspectiva histórica como também cultural. Os interessados devem confirmar presença até 30 de setembro. Quem quiser se candidatar a apresentar um painel deverá enviar sinopse da proposta acompanhada de curriculum do autor até 01 de setembro. O encontro também terá mesas redondas, exposições e ciclos de vídeo sobre a arte do Caribe contemporâneo. Mais informações no site www.casa.cult.cu. |
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O escritor cubano Jorge Angel Pérez, de 45 anos, recebeu o Prêmio Ibero-americano de Conto Julio Cortázar 2006 por Em una estrofa de agua. De acordo com o site do jornal cubano Granma, o júri, composto por Francisco López, Alejandro Álvares e Margarita Mateo, destacou "su sentido preciso y al mismo tiempo audaz del género, su dominio expresivo y la alta calidad lograda en la construcción de la atmósfera, el ambiente, los personajes y la solución artística de una metáfora que engloba la historia cifrada del relato y hace resaltar, por oposición, la historia evidente de una circunstancia contemporánea." Jorge Angel Pérez pertence a uma geração de jovens escritores cubanos que sobressaiu na literatura apesar da grave crise econômica que a ilha passou na década de 90. Em 2002 recebeu o prêmio italiano Grinzane Cavour por seu romance El Paseante Cándido. A entrega do prêmio ibero-americano ocorrerá dia 28 de agosto em La Habana durante o evento em lembrança do aniversário de nascimento do escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984). Este ano 411 obras de autores de 18 países concorreram ao prêmio, que é patrocinado pelo Instituto Cubano do Livro, pela Casa de Las Américas e pela Fundación ALIA. |
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O governo cubano criou o Centro de Coordinación para la Colaboración Internacional a la Cultura Cubana para facilitar o financiamento complementar de projetos culturais em benefício da população. A instituição está ligada ao ministério da Cultura cubano e os principais objetivos são: propor e executar política voltada para a busca de fundos e cooperação; coordenar, assessorar e apoiar as ações das instancias do governo para a obtenção de fundos destinados a projetos culturais; estreitar vínculos com potenciais doadores de diferentes países e ONGs; canalizar doações estrangeiras pontuais e estimular oficinas de cooperação internacionais. O diretor do centro é Luis Felipe Vázquez Vázquez e pode ser contatado pelo e-mail lfvv@cubarte.cult.cu e pelo telefone 53 7 832 6011. |
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Em fevereiro de 2007 será realizada em Cuba a Primeira Mostra Itinerante de Cinema Caribenho. Haiti, Guadalupe, Martinica, Jamaica, Trinidad, Barbados, Bahamas, Granada, Belize, Cuba, República Dominicana e Porto Rico, entre outros, participarão da mostra. Dar visibilidade à produção cinematográfica contemporânea da região, reafirmar as identidades dos participantes e estimular a integração regional são os objetivos do encontro, que será presidido pelo cineasta cubano Rigoberto López. A mostra é patrocinada pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos, ICAIC, pelo ministério da Cultura da Jamaica, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, UNESCO, pela Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano e outras instituições culturais. Estão previstas a realização de um evento teórico e a criação de uma viodeoteca do Caribe. |
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La Pared: O longa produzido pelo ICAIC em colaboração com a Associação Hermanos Saíz foi rodado no Preventorio de Cojímar e no Hotel Comodoro. No filme, Diego decide afastar-se da realidade porque não entende a humanidade, sofre com seu passado e não tem sonhos. Fecha-se em uma sala sem janelas onde passa os dias. Desenha em uma das paredes uma janela por onde tenta ver o outro lado, onde projeta a esperança. Uma equipe de especialista tenta tirá-lo do edifício abandonado e reintegrá-lo à sociedade. Ficha Técnica Atores La Edad de la Peseta: Duas vidas que se encontram em seus extremos para unirem-se na quarta dimensão na película de Pavel Giroud. Em La Habana de 1958, mãe e filho voltam para a casa da avó materna após mais um fracasso amoroso de Alicia. Lá, a jovem e insegura mãe e seu filho de dez anos encontram dificuldades para adaptar-se ao convívio da senhora com muitas manias e reservada. O menino Samuel deixa de ser o conformado de outras ocasiões para tornar-se um jovem rebelde. O confronto de gerações entre a avó, interpretada pela consagrada atriz mexicana Mercedes Sampietro e o neto, vivido por Ivan Carreira, marca a película cujo roteiro surgiu em uma oficina do escritor colombiano Gabriel García Márquez na Escuela de Ciemena de San Antonio de los Baños em 2002. Ficha Técnica Atores ¡Vampiros!: O documentário de animação do produtor Carlos Leon é dedicado a Juan Padrón pelo vigésimo aniversário da estréia do filme Vampiros en La Habana. Alguns personagens do filme original saem para procurar seus criadores para conversar e averiguar fatos. Ficha Técnica San Ernesto nace en la higuera: O documentário produzido por Rafael Solís e Isabel Santos mostra que entre os habitantes de uma pequena região da Bolívia existe um mito em torno da figura de Che Guevara que é alimentado há quarenta anos pelas mesmas pessoas que o conheceram. Ficha Técnica |
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O premiado arquiteto brasileiro doou a Cuba uma escultura que está sendo montada em La Habana e que representa os Estados Unidos em forma de dragão em frente a homens segurando uma bandeira de Cuba. A escultura está quase pronta e ficará em uma nova praça. |
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Renny Arozarena, que interpreta Benny Moré no filme sobre a vida do artista, lançado recentemente na ilha, recebeu o prêmio Boccalino, concedido pela crítica especializada independente do Festival Internacional de Cine de Locarno, na Suíça. Renny realizou uma extensa pesquisa para interpretar o Bárbaro do Ritmo, como o artista ficou conhecido. O longa de ficção do diretor Jorge Luis Sánchez é uma das 13 produções latino-americanas que representaram a região no festival. Nos últimos 15 dias o filme já foi visto por mais de 140 mil cubanos. |
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Un abrazo en el puente será o tema do Primeiro Festival Del Teatro Latinoamericano y del Caribe, que ocorrerá dia 12 na Ciudad de La Habana. América Central, América do Sul e Caribe estão presentes no festival. Já em dezembro, ocorrerá o Primeiro Encuentro del Teatro Independiente de Sudamérica. Brasil, Chile, Peru, Colômbia e Venezuela confirmaram presença no encontro. |
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O Instituto Superior de Artes (ISA) divulgou esta semana o programa do Encuentro Internacional sobre Enseñanza y Práctica Artísticas, que ocorrerá de 12 a 15 de dezembro, em Cuba. Além das apresentações de experiências teóricas o encontro terá uma mostra de realizações que melhor ilustrem a vivência dos artistas. Poderão participar artistas e especialistas cujo trabalho esteja relacionado com o ensino ou a promoção das artes. |
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Santiago de Cuba será a sede da décima primeira edição do Festival Internacional MatamoroSon, que ocorrerá nas ruas da cidade de 16 a 20 de outubro. Orquestras, trios, duos, solistas e amantes do son participarão do encontro. O músico e compositor cubano Adalberto Alvarez presidirá o festival que homenageará precursores do ritmo: Miguel Matamoros, Ñico Saquito, Pepe Sánchez, Sindo Garay e Compay Segundo. A música popular tradicional poderá ser apreciada nas apresentações e bailes públicos que ocorrerão na Casa de la Trova, no anfiteatro Mariana Grajales, no teatro Heredia, no parque Céspedes e outras instituições culturais. Durante o evento serão realizados concursos para duplas de dança e rodas para promover a continuidade do son. Um colóquio abordará as origens do son e lembrará importantes soneros da ilha. Também estão previstas as exibições de documentários, aulas, encontros dos músicos com as novas gerações e apresentações nas ruas. |
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Quintín Banderas: general de tres guerras é o título do livro do historiador cubano Abelardo Padrón sobre esta personalidade de grande destaque das lutas pela independência de Cuba em relação à Espanha. A obra foi lançada dia 05 de agosto no evento Sábados del Libro, que ocorre há mais de trinta anos em Havana, organizado pelo Instituto Cubano do Livro. Quintín Banderas nasceu em 1835 e foi assassinado em 1908, em um conflito entre liberais e conservadores. Lutou com Antonio Maceo, um dos grandes heróis da independência. |
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Umas das mais importantes companhias de teatro de Cuba, o Teatro Buendía de Cuba, fará uma mini-temporada nos palcos cariocas. Serão apresentados dois monólogos: De Paris um cavalheiro e A oitava porta. O ator e dramaturgo Jose Antonio Alonso interpretará os personagens das produções. De Paris um cavalheiro conta a história real de um homem vindo de Paris que se instala em Havana, é preso e enlouquece. No espetáculo, ele narra as transformações da ilha do período revolucionário até hoje com seu ponto de vista de indigente e crítico. Já A oitava porta é uma comédia crítica onde vários personagens refletem sobre questões existenciais. A companhia Corpus in Scena Produções Artísticas trouxe o espetáculo, que fica em cartaz entre os dias 11 e 13 de agosto no teatro Glauce Rocha, na Av. Rio Branco 179. Outras informações pelo telefone 2220-0259. |
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Estreou na capital e nos cinemas do interior de Cuba na semana passada a película mais esperada do ano na ilha. Inspirado na vida do lendário cantor cubano Benny Moré (1919-1963), o filme do diretor Jorge Luis Sánchez narra desde o início de sua vida, passando pelo apogeu de Benny até sua trágica e prematura morte aos 43 anos por problemas de saúde ligados ao alcoolismo. Cultuado em Cuba como o bárbaro do ritmo, Benny é mostrado no filme com suas genialidade e fraquezas. A contagiante música de Benny - capaz de levantar as multidões - é o carro-chefe do filme. São apresentadas 42 peças selecionadas por Juan Manuel Ceruto e interpretadas por Manuel Villi. Benny é vivido por Renny Arozarena, ator de carreira construída no teatro que precisou enfrentar uma dieta de emagrecimento rigorosa para poder interpretar o cantor com maior leveza e agilidade. Este é o primeiro filme de ficção de Jorge Luis Sánchez, que começou o projeto há mais de 11 anos. Jorge tem o sangue de Benny nas veias: as avós deles eram irmãs. Por isso, contou com as insubstituíveis fontes familiares em primeira mão. Chucho Valdés e o grupo Orishas fazem participações especiais no filme, que conta com uma rica ambientação da época. Nascido no interior da ilha, um autêntico campesino, Benny iniciou sua carreira artística aos 16 anos e revolucionou a música cubana. Cantava e dançava em vários ritmos, como o son, o bolero e o chá-chá-chá. Nunca estudou profundamente teoria musical, mas mesmo assim, graças ao seu talento, foi maestro de uma orquestra. Confira a ficha técnica e o elenco. |
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A Fundación Guayasamín, encarregada de organizar as comemorações pelos 80 anos do comandante Fidel Castro, emitiu uma nota endereçada aos participantes do evento, que seria realizado a partir do dia 13 de agosto. Amigos: Ya estarán enterados de la "Proclama al Pueblo de Cuba" hecha pública por Fidel hace unas horas. En ese texto, alude al evento que la Fundación promovió con el apoyo de ustedes en los términos siguientes: "El 80 aniversario de mi cumpleaños, que tan generosamente miles de personalidades acordaron celebrar el próximo 13 de agosto, les ruego a todos posponerlo para el 2 de Diciembre del presente año, 50 aniversario del desembarco del Granma." Con todo amor debemos atender el pedido de este amigo entrañable de Guayasamín y del mundo y encontrarnos el Sábado 2 de Diciembre en La Habana para rendir nuestro homenaje a quien merece la admiración y el afecto universal. Tenemos noticias alentadoras y no albergamos dudas sobre su recuperación. Debemos seguir trabajando desde ahora mismo para que el éxito de nuestro evento sea mayor aún en esa fecha histórica que el Comandante Fidel nos ha sugerido. Alfredo Vera |
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Com o lema "Em defesa da diversidade cultural" será realizada de 10 a 14 de junho de 2007, no Palácio de Convenções de La Habana, a quinta edição do Congresso, que visa dar voz aos excluídos no mundo da globalização. Para os organizadores do evento, em um cenário contemporâneo onde as minorias reivindicam a preservação de suas identidades e de seu lugar na sociedade, a cultura se converte em resistência. Diversas personalidades da cultura cubana assinam a convocatória do Congresso, como Alicia Alonso, Omara Portuondo, Roberto Fernández Retamar, Silvio Rodriges e Pablo Milanês, entre outros.
Os objetivos desta edição do evento são propiciar a reflexão, o debate e o intercâmbio sobre os problemas fundamentais das artes, os processos culturais e o desenvolvimento em um mundo globalizado e com urgência da preservação de suas culturas; analisar o papel das indústrias culturais, as trocas tecnológicas e o comércio de produtos culturais; estimular a troca de experiências, produtos e projetos criativos frente aos atuais desafios e promover a busca de pontos de convergência e a concentração de estratégias e projetos comuns. |
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Rodado na República Dominicana, o mais novo filme de Andy Garcia se passa durante a revolução cubana e conta a história de uma família que tem sua vida alterada após as forças de Fidel Castro e Che Guevara tomarem conta da ilha. Pai, mãe e seus três filhos têm percepções diferentes quanto às drásticas mudanças que estão ocorrendo em Cuba. O personagem central da trama é Fico, dono da boate El Trópico. A cidade perdida do filme é a Havana natal de Andy em dois momentos: antes da revolução eclodir e nos primeiros momentos da tomada do poder. O longa é baseado em um roteiro do escritor Guillermo Cabrera Infante (Cuba, 1929-2005). Além de dirigir e atuar no papel principal, Andy assina também a trilha sonora - pontuada por canções cubanas - e participa do roteiro. |
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Depois de receber milhares de visitantes em São Paulo e no Rio de Janeiro, a mostra agora pode ser vista até 24 de setembro no Centro Cultural do Banco do Brasil de Brasília. As mais de 117 peças dos 61 artistas vão desde o modernismo aos movimentos de vanguarda. Wifredo Lam, Victor Manuel Garcia, Roberto Fabelo, Marcelo Pogolotti, Amélia Peláez, Luis Martinez Pedro e o grupo Los Carpinteros são alguns dos destaques da exposição. A visitação está aberta de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. O endereço é SCES, trecho 02, conjunto 22, galerias 1, 2 e 3. A entrada é gratuita. |
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Abel Prieto, ministro da Cultura de Cuba, esteve no Brasil na semana passada. O ministro participou da II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora, ocorrida em Salvador entre os dias 11 e 15 de julho. Convidado para um dos fóruns do encontro sobre os desafios da produção e distribuição da produção cinematográfica, Abel enfatizou a necessidade da articulação de projetos de colaboração que revelem a verdadeira condição dos povos marginalizados e preteridos. Ainda em Salvador, encontrou-se com o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, com quem conversou sobre a possibilidade de aumentar o intercâmbio bilateral no campo das culturas dos dois países. O ministro também esteve no Rio de Janeiro, onde encontrou-se com o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. |
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Uma equipe de 12 professores, liderados por Marisa Ferreira Aderaldo, da Universidade do Ceará, traduziu para o português o livro La Edad de Oro, de José Martí. A obra inicialmente foi concebida em formato de revista mensal e circulou em Nova Iorque em 1889, quando o poeta morava nos Estados Unidos. Em 1905 foi publicado em Cuba pela primeira vez como um livro. A prefeitura do município de Quixadá comprou esta primeira edição em português, impressa pela editora Fotográfica e com prefácio da historiadora Adelaida Gonçalves, para distribuir em escolas e institutos culturais. Uma segunda edição já está sendo produzida e deve ser lançada em breve no Centro Dragão do Mar. |
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Durante a festa internacional de dança Las Estrellas de Ballet 2000, que ocorrerá dia 23 no Palácio dos Festivais de Cannes, será entregue o prêmio Irene Lindova "A toda uma carreira". A grande diva do balé cubano, Alicia Alonso, receberá pessoalmente a homenagem. O evento é organizado pela revista especializada Ballet 2000, uma das mais importantes publicações do gênero. Irene Lindova, crítica e admiradora de dança que nasceu no início do século passado em Moscou e faleceu em Paris em 2002, é uma personalidade de referência para várias gerações. |
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Consolidar os progressos alcançados na última década pelo cinema latino-americano é o objetivo da mostra promovida pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Memorial da América Latina. Serão exibidos mais de 100 filmes de cineastas consagrados e de novos talentos da região com entrada fraca. Estão sendo esperados mais de 40 convidados internacionais. O público poderá participar de debates, oficinas e mostras. O cinema de Cuba estará representado pelo cineasta Juan Carlos Cremata Malberti na mesa do debate A desinvensão da fronteira e em dezenas de produções que serão exibidas na mostra Escola de Cuba. Locais de exibição: Memorial da América Latina: Av Auro
S. de Moura Andrade 664, Barra Funda - São Paulo - (11) 3823-4600 Oficinas: Montagem, roteiro, produção de documentários, crítica jornalística de filmes latino-americanos, interpretação de atores, música e cinema e vídeo de bolso. Mostras: A desinvenção da fronteira – ficção, A invenção do caminho – doc, Novo cinema da América Latina, Escola de Cuba, Prêmio Luís Buñuel. Debates: NOVO CINEMA LATINO-AMERICANO CINECLUBES NA AMÉRICA LATINA A DESINVENÇÃO DA FRONTEIRA – MESA 1 TV NA AMÉRICA LATINA: AS NOVAS MODALIDADES DE DIFUSÃO DISTRIBUIÇÃO E EXIBIÇÃO ALTERNATIVAS A INVENÇÃO DO CAMINHO A DESINVENÇÃO DA FRONTEIRA – MESA 2 MOSTRA ESCOLA DE CUBA Sala 1 10/julho (segunda) 15/julho (sábado) 16/julho (domingo) Memorial da América Latina - Sala 2 11/julho (terça) Now! - Santiago Álvarez (Cuba, 5 min, 1965) 12/julho (quarta) 14/julho (sexta) 19h00 - Nada + - Juan Carlos Cremata Malberti (Cuba, 96 min, 2000) 15/julho (sábado) 21h00 - Lucía - Humberto Solás (Cuba, 160 min, 1968) 16/julho (domingo) Memorial da América Latina - Sala 3 11/julho (terça) 12/julho (quarta) 14/julho (sexta) 18h30 - sessão de curtas 20h30 - Za 2005, Lo Viejo y lo Nuevo - Fernando Birri (Cuba/Argentina, 77 min, 2006) 15/julho (sábado) 16h30 - sessão de curtas 20h30 - Viva Cuba - Juan Carlos Cremata Malberti (Cuba/França, 86 min, 2005) Sala Cinemateca 11/julho (terça) Tire Dié - Fernando Birri (Argentina, 33 min, 1959) 12/julho (quarta) 17h00 - H 19h00 - Las Aventuras de Juan Quin Quin - Julio García Espinosa
(Cuba, 113 min, 1967) 13/julho (quinta) 15/julho (sábado) Cinesesc 11/julho (terça) |
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Até 13 de julho o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro abriga a mostra Hay Que Reirse, y Llorar También - A Comédia e o Melodrama no Cinema Cubano. Um painel histórico e atual destes dois gêneros no cinema da ilha será traçado em nove filmes. Vampiros en la Habana - 1985, 85 min. Um vampiro cientista criou uma poção revolucionária, o Vampisol. Este elixir permite que os vampiros realizem algo que, até então, era considerado impossível: circular à luz do sol. Enquanto a notícia se espalha entre os clãs de vampiros, todos se dirigem à Havana para ter o poder sobre sua fórmula. Pepito, sobrinho trompetista do vampiro que inventou a fórmula, passa a ser perseguido por vampiros mafiosos europeus e norte americanos. DVCam versão original com legendas em português. Los Sobrevivientes - 1979, 130 min. Uma família de descendência crioula e aristocrática, fixada em cânones sociais nos quais a revolução está destruindo, confia em um revés histórico. A condição de fortaleza sitiada, sem abrir-se para a entrada de ares renovadores do exterior, gera situações que alimentam o talento satírico de Alea. Versão original sem legendas. Demasiado Miedo a la Vida o Plaff - 1988, 92 min. Práticas antigas de bruxaria cubana tornam a vida de Concha Ronda muito complicadas. Quem atira ovos assassinos contra sua casa? A vizinha que no passado cobiçara seu marido? Sua nora, para ficar com sua casa? Existem sete suspeitos, mas o caso não será resolvido antes do final. Suas aflições dividem o mundo com os problemas que um arquivo de escritório lhe dá e com as dificuldades burocráticas para seguir com a fabricação industrial de um produto obtido de fezes, que poderiam trazer grandes benefícios para o governo cubano. O individual e o social se cruzam, criando um diálogo pouco previsível, em tom cômico, algumas vezes irônico. Versão original sem legendas. Adorables Mentiras - 1992, 108 min. Um jovem com aspirações a diretor de cinema se deslumbra ao conhecer Sissy na estréia de um filme. E, para impressionar a jovem, se apresenta como um diretor que procura uma atriz não profissional. E ela, que sonhava em ser "descoberta", finge desinteresse. Começa assim uma relação em que ambos se apresentam como o que não são, despertando admiração e respeito mútuos. DVCam, versão original com legendas em português. Memorias del Subdesarrollo - 1968, 97 min. Que as contradições do burguês podem refletir como em um espelho as da sociedade onde a burguesia conduziu a música é o que demonstra esta obra prima de ironia. Uma história pessoal que seria insignificante se não tivesse ocorrido nos vertiginosos dias da revolução cubana. O filme tem o olhar voltado para as ruas, como o romance homônimo de Edmundo Desnoes. Versão original com legendas em português. Clandestinos - 1987, 98 min. Em Cuba, um grupo de jovens comandados por Ernesto Ardéniz tem uma gráfica clandestina e empreende ações muito audazes contra a ditadura de Batista. DVCam em versão original com legendas em português. La Muerte de un Burócrata - 1966, 85 min. Com a intenção de dar entrada nos papéis para obter a pensão de seu marido, a viúva de um operário exemplar descobre que é requisito imprescindível entregar a carteira de trabalho de seu finado marido. Porém a carteira foi enterrada junto com seu corpo desencadeando uma série de circunstâncias que levam seu sobrinho a enfrentar as mais absurdas situações da burocracia socialista cubana, em uma divertidíssima comédia de equívocos. DVCam, versão original com legendas em português. LaBella de la Alhambra - 1989, 108 min. Musical que se passa nas décadas de 20 e 30. Rachel (Beatriz Valdés), de 20 anos, tem grande talento para a dança e o canto. Talento não explorado por ter obtido trabalho somente em peças de pouca categoria. Ignorando os oferecimentos desonestos, a bela Rachel continua sonhando em trabalhar no teatro de revista mais importante de Havana: o Alhambra. O filme exibe também a vida da Havana entre 1920/1935 com destaque para sua música popular. DVCam, versão original com legendas em português. |
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Será realizada de 25 a 29 de março de 2007 a décima quinta Bienal Bienal Internacional de Humor Gráfico. Aberto a participantes de todos os países, o evento é organizado pela Unión de Periodistas de Cuba, Círculo de Humoristas e Historietistas de la UPEC e Museo del Humor de San Antonio de los Baños e terá como sede a cidade de San Antônio de Los Baños. As categorias do concurso são: humor geral, sátira política, historieta humorística, caricatura e fotografia humorística. Estão incluídas obras processadas digitalmente e em qualquer outra técnica (formato máximo de 40 x 50 centímetros). Podem ser enviadas até três obras por categoria. Participam do júri artistas prestigiados no circuito do humor gráfico, como os cubanos Jorge Oliver Medina e Adigio Benítez, o iraniano Massoud Shojait Tabatabai, o colombiano Omar Figueroa Turcios, o chileno Guillermo Bastías e o argentino Armengol Tosá. As obras devem ser enviadas até dia 31 de março para Unión de Periodistas de Cuba (UPEC), XV Bienal Internacional de Humorismo Gráfico, calle 23 no. 452, Vedado, Cuba. Para outras informações entrar em contato pelo telefone 53 832 3722 ou pelo e-mail ip301@ cip.net.cu. |
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O mais recente longa-metragem do Instituto Cubano de Artes e Indústrias Cinematográficas, ICAIC, estreará esta semana em Cuba. Dirigido por Manuel Pérez Paredes, o filme narra um dia em setembro de 2000, em La Habana, enquanto ocorrem os Jogos Olímpicos de Sidney. O protagonista Maurício, sozinho e devastado pela morte inesperada da esposa, está fazendo sessenta anos. A história alterna passagens dos últimos anos da doce vida do casal com fatos presentes e funde a dimensão pessoal e o contexto social da última década de Cuba. O filme tem direção de fotografia de Raúl Rodríguez, direção de Pedro Suárez e música de Pablo Milanés. Participam do filme os destacados atores cubanos Rolando Brito, Enrique Molina, Larissa Vega, Blanca Rosa Blanco, Yipsia Torres, María Teresa Pina, Raúl Pomares e Patricio Wood, entre outros. |
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Em uma parceria entre o Grupo de Investigações sobre o Caribe, o Laboratório de Idiomas e Literaturas Românticas da Université de Pau, da França, e a Casa de Altos Estudos Don Fernando Ortiz da Universidad de La Habana, ocorrerá em 26 e 27 de outubro na França o Coloquio Internacional sobre Ernesto Che Guevara. O tema central do evento será a conceitualização e a prática de uma nova ética na vida e na obra do guerrilheiro. Serão debatidas as concepções guavarianas sobre o "hombre nuevo"; as práticas morais que podem estimular a atuação do homem; o conceito de dirigente ou líder político e a necessidade de servir como exemplo; a articulação entre as idéias e a prática e entre a economia e os valores morais; a reconciliação entre ética e política; o necessário compromisso social dos intelectuais; a superação antidogmática do homem como fórmula para gerar um desenvolvimento social e humano permanente e a idéia de compromisso até "as últimas conseqüências". |
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Apresentar um painel diversificado da produção visual do cinema latino-americano é o objetivo do Cinesul 2006, que a partir deste ano passa a se chamar Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo para abrigar também as produções de Portugal e Espanha. Cerca de vinte mil espectadores são esperados pelos organizadores. A edição deste ano conta com mostras paralelas, mostras competitivas, debates, seminário e uma exposição em homenagem ao ator e dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho. Na abertura do festival será exibido o filme "Carreiras", de Domingos Oliveira. Os filmes serão exibidos no Museu de Arte Moderna, Centro Cultural Correios, Fundação Casa França Brasil e Memorial Getúlio Vargas. Para os admiradores do cinema cubano Dezenas de produções cubanas serão exibidas no festival. Na mostra competitiva participam as produções Dí buen día a papá, Viva cuba, Für maria, Gente e 25 km. Três mostras paralelas homenageiam Cuba: Vivendo em Havana, com filmes ligados à capital da ilha, El cine y la vida: Nelson Rodríguez, uma retrospectiva de filmes editados pelo diretor e montador cubano e 20 anos da Escuela Internacional de Cine y TV de Cuba. Confira a lista completa dos filmes cubanos ou que têm a ilha como tema. Mostra Competitiva Longas de Ficção: DÍ BUEN DÍA A PAPÁ VIVA CUBA Videosul ficção: FÜR MARIA GENTE Videosul documentários: 25 KM Mostra vivendo em Havana: FIDELIDAD HABANA HAVANA HABANACERES SAUDADE – VÍDEO CARTAS PARA CUBA UN DÍA EN HABANA (Great day in Havana) WHY NOT CUBA? Mostra 20 anos de Escuela Internacional de Cine y TV de Cuba: Ficção: LOS PERROS CINEMA ÁRBOL SURCOS DE LA MEMORIA LA CRUZ DE MAYO CALIFORNIA AL OTRO LADO DEL MAR Documentários: LISTEN AND SEA WITHOUT SMELL, TOUCH OR TASTE FIDEL, EL HOMBRE DE LAS CUCHARITAS DESVARÍO Outros: REGRESIÓN EL INVASOR MARCIANO: 36 AÑOS DESPUÉS LÁGRIMAS AL DESAYUNO ERNESTO, MI AMIGO LOS QUE SE QUEDARON EL ÚLTIMO VAGÓN BARRIO BELÉN OSCUROS RINOCERONTES ENJAULADOS... (MUY A LA MODA) HABANO DISCODÉCADA CÁSCARAS JOSÉ MANUEL, LA MULA Y EL TELEVISOR PISCIS MOLINA'S CULPA SONATA PARA ARCADIO LA MALDITA CIRCUNSTANCIA EL SUELO Y EL CIELO GENTE QUE LLORA S.A. CASAS EN LA PANTALLA Mostra el cine y la vida – Nelson Rodríguez CECÍLIA EL CINE Y LA VIDA: NELSON RODRÍGEZ Y HUMBERTO SOLÁS EL DÍA QUE MURIÓ EL SILENCIO LUCÍA MEMORIAS DEL SUBDESARROLLO TIEMPO DE MORIR |
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Os CDs Goza Pepillo, de Roberto Carcassés e Interactivo (Bis Music IC), e Cancioneiro Cubano, de Chucho Valdés (EGREM) receberam o Gran Premio do Cubadisco 2006. Goza Pepillo também recebeu os prêmios de Obra Prima e Fusão e Chucho, de Antologia e de Notas Discográficas. Concedido anualmente desde 1997 pelo Instituto Cubano da Música como reconhecimento e estímulo à qualidade da produção discográfica de Cuba, o prêmio é o mais importante da música cubana. A novidade desta edição foi a categoria Tema do Ano, que premiou Añoranza por la conga, de Ricardo Leyva, do CD Credenciales (EGREM). A entrega dos prêmios contou com apresentações de David Blanco, Adalberto Alvarez e Son, Yumurí e Hermanos, Maracas e seu grupo Otra Visión, Papo Record, Eddy-K e Paulito FG. O prêmio faz parte da Feira Internacional de música e dança a as atividades vão até 28 de maio. Paralelamente haverá um simpósio e uma feira comercial. Homenagens, oficinas de dança de música folclórica e popular, mostras de cinema e vídeo, concertos e bailes, além da venda de discos estão programados. Confira a lista de todos os vencedores de 2006: GRAN PREMIO: Goza Pepillo / Robertico Carcasés e Interactivo / BisMusic Cancionero Cubano / Chucho Valdés / EGREM PREMIO ESPECIAL: Cinco leyendas de la música cubana (cinco volúmenes) / Omara Portuondo, Compay Segundo, Ibrahím Ferrer, Eliades Ochoa y Rubén González My sunshine / Sonny Boy and his band / Producciones Colibri Homenaje a Noel Nicola / Varios / Centro Pablo de la Torriente Brau Doce boleros míos / Marta Valdés / Sello Unicornio / EGREM Alicia Alonso. Giselle. La Leyenda / Alicia Alonso / Fundación Autor COMPILACION: Dulce abismo / Varios de la Trova / Sello Unicornio ANTOLOGIA: Cancionero Cubano / Chucho Valdés / Egrem BANDA SONORA: Afílame el lápiz. Película perfecto amor equivocado / Varios / ICAIC CANCIONISTICA: Ilusión / Paulito FG / Bis Music FUSION: Goza pepillo / Robertico Carcasés e Interactivo / BisMusic JAZZ: Andante / César López / BisMusic TROVA TRADICIONAL: Cantar la trova / Miriam Ramos y Pancho Amat / EGREM MUSICA POPULAR TRADICIONAL: Vuelo a la vida / Guamá / Producciones Colibrí MUSICA FOLKLORICA: Noche de la rumba / Clave y Guaguancó / Tumi Music MUSICA VOCAL: Camina Fino / Alma / Producciones Colibrí MUSICA CORAL: De todo Coro Son / Digna Guerra y coro de Cuba / Producciones Colibrí MUSICA DE CAMARA: Juan Gutiérrez de Padilla. Música de la Catedral de Puebla de los Ángeles / Ars Longa / Oficina del Historiador MUSICA INSTRUMENTAL: Mano de obra / Hernán López Nussa / Sello Unicornio MUSICA PARA NIÑOS: Atentos… Traigo un regalo / Liuba María Hevia / Oficina del Historiador SOLISTA CONCERTANTE: 2do vol. de Sonatas de Beethoven / Frank Fernández / EGREM TROVA/POP/ROCK: Raza / Gerardo Alfonso / BisMusic TROVA: Víctor Quiñones / Víctor Quiñones / Produciones Colibrí MUSICA BAILABLE ACTUAL: Mi linda Habanera / Adalberto Álvarez / BIS MUSIC RAP/DANCE/HIP-HOP: Cabiosile / Papo Record / BIS MUSIC - Agencia Cubana de Rap OPERA PRIMA: Goza pepillo / Robertico Carcasés e Interactivo / BisMusic NOTAS DISCOGRAFICAS: Cancionero Cubano / Chucho Valdés / EGREM / Notas de: Maria Elena Mendiola NOTAS MUSICOLOGICAS: Juan Gutiérrez de Padilla. Música de la Catedral de Puebla de los Angeles / ARS LONGA / Oficina del Historiador / Notas: Miriam Escudero GRABACION: Soy yo / Maraca y otra visión / Ahí Nama Music TEMA DEL AÑO: Añoranza por la Conga / Credenciales / Sur Caribe / EGREM DISEÑO: Credenciales / Sur Caribe / EGREM VIDEO CLIP: Añoranza con la Conga CD Credenciales DOCUMENTAL: Homo Ludens. Leo Brouwer / Director:Ángel Alderete / Producciones Colibrí DVD: Jazz Cuba today / Roberto Carcassés, Alexander Brouwn y Elmer Ferrer / Unicornio PREMIOS DE HONOR: Conjunto Folklórico Nacional Compañia de Danza Contemporánea Ministerio de Cultura de la Republica de China. |
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Começa hoje e se estende até 21 de maio a temporada de teatro Latinoamericano e caribenho Mayo Teatral, em parceria com a Casa de las Américas. A festa de artes cênicas tem antecedentes nos festivais de teatro organizados pela instituição nos anos 60 e ocorre a cada dois anos. Grupos de países da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, México, Uruguai e Venezuela participam da sexta edição do evento. O grupo uruguaio Teatro Cricular de Montevideo, o mais antigo em atividade na América Latina, apresentará a montagem Onetti en el espejo, sobre o escritor Juan Carlos Onetti. Opsis Teatro, da Bolívia, trará duas atrizes que interpretarão a pintora mexicana Frida Kahlo e a poetisa americana Sylvia Plath em uma peça que apresenta os sonhos, angústias e frustrações destas artistas. O representante do Brasil no evento é a Companhia Vértice de Teatro, com a montagem Conjugado, ganhadora dos Prêmios Shell de Teatro 2004 de melhor atriz e cenografia e eleita melhor peça de 2004 pelo jornal O Globo. A peça sobre a solidão nos grandes centros urbanos mistura teatro documental, performance e vídeo-instalação. A Argentina estará representada pela peça La Estupidez, do grupo El Patrón Vasquez, que propõe, pelo viés do humor, uma reflexão sobre a avareza. Cinco histórias se entrelaçam em uma espécie de road movie ambientado em Las Vegas. A obra latinoamericana mais vezes montada nos últimos vinte anos também estará presente: La secreta obscenidad de cada dia, do chileno Marco Antonio de la Parra. Nela, Karl Marx e Sigmund Freud fazem uma revisão da sociedade contemporêanea. Quatro monólogos serão apresentados. Medea llamar por cobrar, de Maria Beatriz Vergara, do grupo equatoriano Zero no Zero, revisita a obra de Eurípedes. Outro monólogo será apresentado pelo ator argentino Aníbal Grunn, da Companía Reginal de Teatro de Portuguesa: A tu memória, centrada na legendária figura do diretor Carlos Funetes. No mesmo formato, será encenada a peça Regina en diván, onde a atriz mexicana pela Regina Orozco interpretará canções escolhidas pelo público em parceria com um pianista. A necessidade de sonhar e lutar pela realização destes sonhos está em Venezia, de Aníbal Grunn, da Vezenuela. Cuba participa com sete montagens: La virgencita de bronce, Charenton, La puta respetuosa, Stockman, un enemigo del pueblo, Marx en el Soho, El camino de los pasos peligrosos e Jazz. |
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O diretor geral e a diretora de programação do Festival de Havana estarão em Fortaleza de 2 a 8 de junho para selecionar filmes brasileiros para o Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano, que ocorrerá de 5 a 15 de dezembro em Havana. Eles são convidados do Festival Ibero-americano CineCeará. Os interessados podem se inscrever no site do concurso e devem enviar por correio uma carta registrada até 27 de maio com o DVD ou VHS do filme com ficha técnica e biofilmografia do diretor para Cine Ceará, Ref. Seleção Festival de Havana, Casa Amarela Euselio Oliveira Avenida da Universidade, 2591 - Benfica, Fortaleza / CE. CEP: 60020-180. Mais informações sobre a seleção e o regulamento no site www.habanafilmfestival.com ou Patrícia Martin: patriciamartin@uol.com.br (22) 2629-1493. Também haverá seleção para o Concurso Latino-americano de Roteiro para Longa-metragem de Ficção, realizado pelo Festival de Havana e patrocinado pela Television Espanola, TVE e a Fundacion Autor, SGAE. As informações também podem ser conseguidas com Patrícia Martin. |
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Para lembrar os 111 anos da morte do poeta José Martí, mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha, o Museu Casa Natal – encarregado de perpetuar a sua memória – irá inaugurar o Espacio Trovatarde, dia 13 de maio. Dois dias depois, haverá uma conferência na oficina José Martí em Nova Iorque, proferida pelo professor Jorge Lozano, assessor da Oficina do Programa Martiano. Já dia 19 de maio, data da morte em combate do poeta, a Casa Natal promoverá um ato comemorativo. No dia 26, haverá o colóquio Martí y la integración del pensamiento educativo latinoamericano. |
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Depois de três meses em São Paulo chega ao CCBB do Rio de Janeiro dia 16 de maio a exposição Arte de Cuba. Fruto de uma parceria da Associação Cultural Guantanamera e do Museu Nacional de Belas Artes de Cuba, a mostra conta com 122 obras de 61 artistas, que oferecem um panorama das artes plásticas da ilha desde os movimentos de vanguarda aos artistas contemporâneos. Pinturas de Victor Manuel García, Wilfredo Lam, Marcelo Pogolotti, Raúl Martínez, Carlos Garaicoa, entre outros artistas estão presentes na mostra. A curadoria escolheu três linhas temáticas: a busca das raízes da cultura cubana, a experimentação com a linguagem plástica e o compromisso social do artista. O público terá uma oportunidade inédita de apreciar um conjunto de obras tão significativas da arte da mais famosa ilha do Caribe. Cinco obras novas de artistas contemporâneos – sendo duas inéditas – foram acrescentadas à mostra para a temporada carioca, todas com viés sócio-político. O vídeo Tengo (2005), de José Toirac é baseado em um poema de 1964 onde Nicolás Guillén exalta a Revolução Cubana. Já a vídeo-instalação de Carlos Gairacoa Noches negras, noches blancas y la babushka orgullosa (2005) é o resultado da primeira estada do artista em Moscou, em 2005. A instalação El bloqueo (1989) de Antonio Eligio Fernández - um desenho da ilha - faz um jogo de as palavras. O vídeo La Edad de Oro (2000), de José A. Toirac, Meira Marrero e Patricia Clark, confronta a cobertura dos meios de comunicação cubanos e americanos sobre o caso do menino Elian Gonzalez. A aproximação visual de uma imagem é a matéria-prima do vídeo The zooming experience (2000), de Raúl Cordero. A música é a manifestação cultural cubana mais divulgada internacionalmente, com a Trova, o danzón, o son, o mambo, o chachachá, a rumba, a salsa e a Nueva Trova. Para complementar a mostra no CCBB-Rio, o projeto Música de Cuba oferecerá um painel da produção musical contemporânea da ilha de 16 de junho a 8 de julho, sempre às sextas e sábados. A primeira apresentação será do cantor e compositor William Vivanco, que une a tradição da música cubana com elementos contemporâneos, como worl music e hip hop. Acompanham os músicos David Navarro, Roberto Perellada e Néstor del Prado. No final de semana seguinte o Trio Trovarroco, dos instrumentistas Rachid Lópes Gómez, César Bacaró Lainé e Maikel Elizarde Ruano, dá uma roupagem original a peças clássicas do repertório da ilha e também apresenta composições prórpias. O Nueva Tradición, nos dias 30 de junho e 1º de julho recria e atualiza a tradição musical cubana com o pianista Yaniel Matos, os cantores René Ferrer e Fernando Ferrer e os músicos Júlio Padrón, Marcus Paiva e José Izquierdo. A última a presentação do projeto é a do Cuba Jazz Plus com suas composições prórprias, Seus integrantes - Dafnis Prieto, Yosvany Terry, Yaniel Matos, Julio Padrón e Yunior Terry - vivem e atuam em diferentes países, mas a identidade musical cubana está presente em suas canções. Do Rio de Janeiro a exposição segue para o CCBB de Brasília, onde poderá ser vista de 31/07/06 a 15/10/06. Arte de Cuba Música de Cuba |
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O novo álbum do grupo inglês de pop rock liderado por Mick Hucknall chega esta semana ao Brasil. Cuba! - filmado em agosto do 2005 no Gran Teatro de Havana - reúne canções dos 21 anos da banda e tem uma faixa inédita, A Perfect Love. O teatro lotado e participação da Havana Orchestra deram o tom caribenho ao DVD que conta ainda com fotos, entrevistas e bastidores das gravações. |
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Uma das mais famosas companhias de balé do mundo chega ao Brasil dia 26 de abril para uma série de apresentações. A Companhia do Balé Nacional de Cuba iniciará a turnê por São Paulo e passará por mais sete capitais. O programa inclui parte do repertório da companhia - criada em 1948 e dirigida pela bailarina Alicia Alonso, conhecida internacionalmente pelo rigor artístico e técnico de seus bailarinos e a amplitude e a diversidade da concepção estética de seus coreógrafos. Os bailarinos Viengsay Valdés, Joel Carreño, Anette Delgado, Bárbara García, Víctor Gilí, Miguelángel Blanco, Elier Bourzac, Yolanda Correa, Félix Rodríguez e Javier Torres, além do corpo de baile participam das apresentações. La magia de la danza é uma antologia que reúne importantes momentos da arte coreográfica do século XIX em versões que mostram o respeito e a criatividade com que a escola cubana de balé trata as tradições. Compõe a apresentação o segundo ato de Giselle, de Jean Coralli e Jules Perrot; o terceiro ato de A Bela Adormecida do Bosque, de Marius Petipa; o segundo ato de O Quebra-nozes, de Lev Ivánov; o primeiro e o terceiro atos de Coppélia, de Artur Saint-León; o primeiro e o terceiro atos de Dom Quixote, de Marius Petipa; o segundo ato de O Lago dos Cisnes, de Lev Ivánov e cenas da Sinfonia de Gottschalk, de Alicia Alonso. São Paulo - Teatro Via Funchal, 26 a 29 de abril e 28 e 29 de maio Maceió - Teatro Gustavo Leite, 1º de maio Recife - Teatro UFPE, 6 e 7 de maio Acaraju - Teatro Tobias Barreto, 9 de maio Brasília - Teatro Cláudio Santero, 11, 12 e 13 de maio Florianópolis - Teatro Edemir, 16 e 17 de maio Porto Alegre - Teatro Sensi, 20 de maio Curitiba - Teatro Guaíra, 22 e 23 de maio Belo Horizonte - Palácio de Belas Artes, 26 de maio |
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A defesa de um cinema realizado com poucos recursos mas com grande espírito ético e cultural – um cinema independente e alternativo – é o mote da quarta edição do festival, que ocorrerá até dia 23 em Villa Blanca de lo Cangrejos e em Santiago de Cuba. Estão programados seminários, apresentações e conferências. Um júri internacional avaliará as produções das três mostras competitivas: projetos em maquete e roteiros inéditos; ficção (curtas e longametragens) e documentários, obras experimentais e videoarte. Os filmes fora da competição estão na mostra informativa. O cineasta Roberto Rosellini, fundador do neo-realismo italiano e entusiasta do humanismo do cinema europeu, e a atriz Aurora Basnuevo, de Adela, serão homenageados. Concorrem produções de Cuba, Argentina, Bolívia, Espanha, Romênia, Eslováquia, França, Marrocos, Senegal, e Bélgica entre outros. Mais informações sobre as películas do festival podem ser encontradas no endereço www.cubacine.cu Confira a lista das produções brasileiras que estão no festival: Ficção: Alice - de Rafael Gomes, com Fernando Alves Pinto e Simone Spoladore. Documentário: Fala, Mulher - de Kika Nicolela e Graciela Rodríguez. |
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Até dia 9 de abril ocorrerá a segunda edição do Festival Internacional de Cine de Montaña com apoio do Instituto Cubano del Arte y la Industria Cinematográficos (ICAIC). As projeções estão programadas para os cinemas e salas de vídeo dos territórios em montanhas de Pinar del Rio, Villa Clara, Cienfuegos, Sancti Spíritus, Ciego de Ávila, Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo. A mostra inclui documentários, longa-metragens de ficção e desenhos animados. A maior parte da produção está centrada em temas comuns à vida nas montanhas. Entre as películas escolhidas para o festival estão documentários premiados no Festival Santiago Álvares In Memoriam, filmes ganhadores da quinta Mostra de Jovens Realizadores, estréias internacionais e documentários com temas sociais como sobre a AIDS. Desde o fim do século XIX, quando o cinema chegou ao país, os cubanos elegeram a sétima arte como uma de suas diversões preferidas. A Revolução Cubana, em 1959, democratizou o acesso aos filmes com os cinemas móveis em lombos de mulas e levou o cinema aos lugares mais inacessíveis da ilha. |
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Sem narração, entrevistas ou diálogos, o documentário musical de Fernando Pérez (Clandestinos, Hello Hemingway, Madagáscar e La Vida Es Silbar) mostra a rotina e os sonhos de dez figuras anônimas da capital cubana. A diversidade humana e social é um dos grandes atrativos desta co-produção Cuba/Espanha de 2003. Uma idosa que vende amendoim, uma criança especial, um bailarino, um médio que aspira a carreira de ator são alguns dos personagens do filme, que mostra a alegria do povo cubano em contraste com os problemas que o país atravessa. O documentário ganhou dois Kikitos de Ouro no Festival de Gramado e doze prêmios no Festival de Havana. Em São Paulo o filme pode ser visto no Reserva Cultural 4 e no Rio de Janeiro no Espaço Unibanco 1. |
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A nona edição da Bienal de Havana poderá ser visitada até 27 de abril não só nas galreias e instituições culturais mas também em outros espaços público e itinerantes. Mais de 230 artistas de 52 países mostrarão suas obras, ligadas à cultura urbana. Participam este ano da bienal o fotógrafo americano Spencer Tunick, o cineasta espanhol Carlos Saura, a videoartista iraniana Shirin Neshat e o arquiteto francês Jean Nouvel. |
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O filme do produtor Juan Carlos Cremata recebeu o primeiro prêmio da sexta edição do Festival de Cinema Infantil de Hannover e Bremen Cavalinho-do-Mar, em Hannover, na Alemanha. Outros 13 filmes de vários países - como Brasil, África do Sul e Holanda - estavam concorrendo ao prêmio. O júri era composto por cinco crianças. Primeiro longa cubano protagonizado por crianças, o filme mostra a relação das crianças Malú e Jorgito, que juram amizade e amor eterno apesar das brigas entre suas famílias. O amor das crianças torna-se impossível quando a avó de Malú morre e sua mãe decide viver fora da ilha. O filme recebeu outros prêmios internacionais e foi visto por milhares de crianças cubanas. |
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A Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Banos fará exames de seleção para seu curso regular 2006/2009. As provas ocorrerão 28 e 29 de abril em Belo Horizonte e Fortaleza. Serão selecionados quatro ou cinco estudantes brasileiros que integrarão um grupo multinacional de 40 estudantes da América Latina, Caribe, Estados Unidos, África e da Comunidade Européia. Os candidatos precisam ser brasileiros entre 20 e 28 anos, ter concluído pelo menos dois anos de estudos universitários, responder a três provas escritas (os aprovados passarão também por uma entrevista oral) e saber a língua espanhola. Todos os candidatos deverão apresentar materiais em cinema, vídeo, fotografia ou artes gráficas em que tenham participado como realizadores ou como membros da equipe de produção. Também devem apresentar roteiros, trabalhos escritos, ensaios e publicações que tenham produzido e que exprimam a sua sensibilidade literária, consistência intelectual e cultura geral. Para os interessados em Roteiro exige-se qualquer material escrito (publicado ou inédito) ilustrativo da sua capacidade narrativa. Já os candidatos de Fotografia deverão apresentar algum trabalho em foto fixa. O material exigido será entregue no dia da prova. O período de inscrição é de 19 de março a 25 de abril e a taxa custa R$ 40. Mais informações podem ser obtidas pelos e-mails patriciamartin@uol.com.br, para as provas de Fortaleza e Porto Alegre, e eictvbh@yahoo.com.br, para as provas em Belo Horizonte. Os Exames: A Escola Internacional de Cinema e TV oferece sete especializações - Produção, Roteiro, Direção, Fotografia, Documentário, Som e Edição - e os candidatos devem optar por duas destas especializações. Cada candidato responderá a 3 provas escritas: uma prova de conhecimentos gerais e duas provas correspondentes às duas especializações que escolheu. Os candidatos aprovados nas provas escritas são entrevistados no dia seguinte pela comissão julgadora, que realiza uma pré-seleção indicando os melhores candidatos em cada especialização. O Conselho Docente da EICTV, sediado em Cuba, faz a seleção final. Os nomes dos candidatos selecionados para o curso regular 2005-2008 serão anunciados na segunda quinzena de junho. A matrícula para os três anos tem um custo total de doze mil dólares - cinco mil dólares no primeiro ano e sete mil dólares no segundo ano. Só os alunos que concluam satisfatoriamente os dois primeiros anos de estudo serão promovidos para o terceiro ano e receberão uma bolsa integral durante esse ano. Forma de pagamento: à vista (em setembro) ou em duas parcelas (setembro e fevereiro). Os estudantes que ingressam no curso regular têm direito a hospedagem em quartos individuais, alimentação, transporte entre Havana e San Antonio de los Banos, assistência médica primária e de emergência, material escolar e produção integral dos trabalhos em cinema e vídeo. Escuela Internacional de Cine y Television de San Antonio de los Banos Diretor Geral: Diretor Docente: Coordenadora Acadêmica: Coordenação Geral Vestibular 2006 - Brasil: Coordenação - Belo Horizonte: Coordenação - Fortaleza: Realização: Apoio: |
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Morreu ontem de derrame cerebral, aos 88 anos, em La Habana, o mentor do son. Leyva estreou como cantor em 1932 com Juanito Blez no Conjunto do Caribe e ficou conhecido nos anos 50 como autor de Francisco Guayabal, imortalizada por Benny Moré. Nesta época gravou diversos discos acompanhado de grupos musicais de grande sucesso. Sua versão para El cangrejo no tiene ná garantiu para o músico um lugar entre os grande soneros de Cuba. Diversas personalidades da música cubana manisfestaram pesar pela morte de Lyva, como Juan Formell, diretor da orquesta Los Van Van. Leyva nasceu em Camaguey, na parte oriental de Cuba. No final dos anos 90 voltou a fazer sucesso como um dos integrantes do projeto Buena Vista Social Club, de Ry Cooder, junto com Omara Portuondo, Ibrahím Ferrer, Rubén González, Compay Segundo, Barbarito Torres e El Guajiro Mirabal, entre outros. |
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O cantor e compositor cubano Carlos Varela gravou a música Laura, milonga y lejanía de Noel Nicola, falecido em agosto do ano passado. A canção fará parte de um disco que homenageará Nicola, um dos fundadores do movimento da Nova Trova. Também estarão no CD os músicos Silvio Rodríguez, Leo Brouwer, Juan Formell e Los Van Van, Chucho Valdés e Omara Portuondo, entre outros cantores espanhóis e latimoamericanos. Pablo Milanés fará a segunda voz desta canção. Nicola é autor de grande sucessos, como Te perdono e Para una imaginaria María del Carmen. |
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De 1º a 9 de abril ocorrerá na província de Matanzas a sétima edição do Taller Internacional de Teatro de Títeres Matanzas 2006. Este ano o encontro é dedicado ao design cênico deste gênero. Já estão confirmadas as presenças de Alain Lecuqc, diretor do Papier Theatre de Troyes e do Festival Internacional de Teatro de Papel de Mourmelon, da França; Enrique Lanz, diretor do Teatro Etcétera de Granada, da Espanha; e Miguel Romero, da Universidad de Massachussets, nos Estados Unidos. Cuba está representada pelo Teatro Nacional de Guiñol, Los Cuenteros e companhias mais jovens como La Salamandra, Arteatro e Teatro Tuyo. Os homenageados deste ano são os maestros de fantoches Olga Jiménez, Allan Alfonso e Iván Jiménez, o Guiñol de Santa Clara. Haverá uma homenagem especial a Pelusín del Monte, que há 50 anos diverte as crianças cubanas. Estão programados lançamentos de livros, eventos teóricos, projeção de vídeos e exposições fotográficas, além de uma mostra retrospectiva sobre os fantoches criados pelos cubanos Pepe Camejo, Armando Morales e Zenén Calero. |
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Considerada o rosto do cinema cubado, a atriz Daysi Granados está entre as 12 personalidades indicadas ao prêmio, que foi criado em 2003 para homenagear os artistas que contribuem para a consolidação e o enriquecimento da sétima arte na ilha. Os outros indicados são Fernando Pérez, de Suite Habana; Enrique Pineda Barnet, de La bella del Alhambra; Juan Padrón, de Elpidio Valdés; Sergio Corrieri, de Memorias del subdesarrollo; Manuel Herrera, de Zafiros, locura azul e Manuel Pérez, de El hombre de Maisinicú. Também estão na lista Octavio Cortázar, de Por primera vez; Salvador Wood, de Polvo rojo; o editor Nelson Rodríguez, de La última cena e a figurinista María Elena Molinet. Também receberam o prêmio em edições passadas Alfredo Guevara, fundador do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos (ICAIC), Julio García Espinosa e Humberto Solás. |
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Mais de cem peças compõem o acervo de arte egípcia do Museu Nacional de Belas Artes de Cuba., atualmente expostas em duas salas. Uma grande variedade de manifestações e materiais podem ser encontradas, com predomínio de esculturas em bronze e madeira. Os dois maiores destaques são um papiro de grande extensão, precioso por seu conteúdo e pelo estado de conservação, e um sarcófago de madeira pontada doado pelo governo egípcio à Cuba. A peça, que pertenceu a uma cantora de Amón llamada Tachebet, está dividida em duas partes decoradas com muitas cores e textos: o sarcófago propriamente dito e a peça que o envolve. |
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A Tribuna Antiimperialista José Martí, no Malecón, foi palco para a apresentação do cantor e compositor franco-espanhol. Mais de vinte e cinco mil pessoas, a maioria jovem, assistiram ao espetáculo de rock. Em sua segunda visita à ilha, o músico cantou com sua banda Radio Bemba Sound System e depois seguiu para outros países da América Latina com a turnê Tómbola Tour 2006. O músico aproveitou a oportunidade para visitar o Instituto Superior de Arte e a Universidade das Ciências Informáticas. O artista é considerado por muitos o Bob Marley do século XXI, representando intelectuais comprometidos com os problemas sociais. |
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O vice-ministro da Cultura de Cuba, Ismael Gonzalez, e a diretora do Museu Nacional de Cuba, Moraima Clavijo, estiveram no Rio de Janeiro nos dias 1º e 2 de fevereiro, por conta da inauguração da exposição Arte de Cuba no CCBB de São Paulo. Com uma agenda repleta de compromissos, Moraima visitou o CCBB do Rio de Janeiro, onde a exposição ficará a partir de 15 de maio e declarou-se encantada com o que viu. Em seguida, visitou o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Acompanhada da coordenadora da Associação Cultural Guantanamera, Zezé Sack, e do coordenador geral da exposição, Rodolfo de Athayde, visitou também o Projeto Portiari, na PUC-Rio. O diretor do projeto, João Portinari – filho do pintor Candido Portinari – mostrou as instalações do projeto, exibiu um vídeo com obras do pintor e apresentou o Catálogo Raisonné do pintor, o primeiro de um artista latinoamericano. Na ocasião, Moraima convidou o projeto para uma exposição no Museu Nacional de Belas Artes de Cuba e exposições intinerantes em escolas das províncias cubanas. Já Ismael, chamado de Manelo pelos amigos, aproveitou a oportunidade para visitar o arquiteto Oscar Niemeyer e o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia em seu primeiro dia na cidade, além de proferir uma palestra na Associação Cultural José Martí. Antes de retornar à Havana, almoçou na casa do cartunista Zirado, seu velho amigo, acompanhado de Zezé e Rodolfo. |
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A primeira bailarina de Cuba, Alicia Alonso, terá suas mais famosas interpretações reunidas no DVD El arte de Alicia Alonso. A antologia inclui um caderno ilustrado de 12 páginas e pode ser encontrada em lojas especializadas de diversos países. Para comprar pela internet é só acessar o site www.vaimusic.com. O DVD é composto por duas edições: Prima Ballerina Assoluta e Giselle. O primeiro vídeo apresenta uma seleção de diversos personagens e cenas dos balés dançados por ela, como Dom Quixote, Édipo Rei, Romeu e Julieta, Carmem, O lago dos Cisnes, Gisele, Copélia. Além disso conta ainda com apresentações raras em vídeo, como o adágio do Cisne Negro, do Lago dos Cisnes. Já o segundo tem um livro ilustrado sobre a trajetória da bailarina no célebre personagem Giselle, o balé romântico mais famoso, e cenas do balé protagonizadas por Alicia em 1963, 1968, 1978 e 1980. Além disso, tem entrevistas com Alicia, reflexões dela sobre Giselle, e fotografias. Alicia Alonso tem centenas de prêmios internacionais e é reconhecida em todo o mundo por seu trabalho como bailarina, coreógrafa e pedagoga. Junto com Fernando Alonso, fundou o Balé Nacional de Cuba, em 1948, que hoje é uma das companhias de maior prestigio internacional. |
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O maestro Jesús Ortega, um dos precursores da chamada escola cubana de violão, é homenageado em seu aniversário no Centro Hispanoamericano de Cultura. O Museu Nacional da Música organiza um encontro de destacados violonistas cubanos de várias gerações no Malecón para celebrar os 71 anos do músico, com os maestros Eduardo Martín, Elvira Skourtis e Rosa Matos. Estes maestros foram alunos de Ortega em diferentes momentos de suas carreiras e representam o melhor da criação e execução do instrumento na ilha. A escola cubana de guitarra foi criada por Clara Romero de Nicola com influências européias em especial da Espanha. Isaac Nicola, seu filho, continuou o trabalho e jovens que passaram por lá mais tarde revolucionaram a linguagem musical cubana: Leo Brouwer e Jesús Ortega. |
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Até dia 23 de abril o CCBB de São Paulo abrigará a exposição Arte de Cuba. O visitante poderá apreciar a mais significativa mostra da arte da ilha já montada no Brasil: são 117 obras de 61 artistas. O início do movimento moderno, os movimentos abstratos, as mudanças da revolução nos anos 60 e 70, os anos 80 e a produção atual estão representados na exposição. Enquanto a música e a produção literária da ilha encontraram destaque no cenário internacional nas últimas décadas, a rica arte da ilha ficava restrita aos vizinhos da América Latina. Em parceria com o Guantanamera, o Museu Nacional de Bellas Artes de Cuba liberou pela primeira vez uma grande parte de seu acervo para ser exposto fora da ilha. Obras de grandes pintores da ilha como Wilfredo Lam, Victor Manuel, Rocio Garcia, Marcelo Pogolotti e Amelia Pelaez podem ser vistas na mostra. O movimento Exposición de Arte Nuevo (1927), expoente da arte moderna cubana, tem destaque especial. Paralelo à mostra ocorre o festival Música de Cuba, de 7 a 21 de fevereiro. Apresentam-se no evento o Cuba Jazz Plus, exemplo da vitalidade dos jovens cubanos, o veterano pianista Guilhermo Rubalcaba, um dos precursores do mambo de do chachacha e os Jóvenes Clásicos del Son, considerados uma nova força da música cubana tradicional. Em 15 de maio a mostra chega ao CCBB do Rio de Janeiro e 31 de julho a Brasília. O CCBB de São Paulo fica na Rua Álvares Penteado 112, Centro. A entrada é franca. |
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O Conselho Nacional de Artes Cênicas de Cuba premiou dia 03/01/06 René de la Cruz Solares, Armando Suárez del Villar, María Elena Molinet, Carlos Pérez Peña, Gerardo Fulleda León, Dagoberto Gainza e Carlos Díaz. Mario Balmaseda e Sergio Corrieri ganharam o Prêmio Nacional de Teatro 2006. O júri do prêmio foi presidido por Eugenio Hernández Espinosa e integrado por Graciela Pogolotti, Enrique Almirante, Rogelio París, Alexis Díaz de Villegas, Vladimir Cuenca, Juan R. Amán, Osvaldo Cano e Susana Pérez.
Sergio Corrieri nasceu em La Habana em 1939. Graduou-se como ator no Teatro Universitário da universidade de La Habana. Foi fundador, ator e diretor do Grupo Teatro Estudio. Foi professor de teatro. Fundou o Grupo Teatro Escambray, que percorreu vários países em turnês. Trabalhou com teatro para televisão, onde interpretou o personagem Davi, protagonista do seriado En silencio ha tenido que ser. Com esse papel ganhou reconhecimento e popularidade. Atuou em mais de 12 filmes, como Memorias del Subdesarrollo e El hombre de Maisinicú, ambos de Tomás Gutiérrez Alea. Desde 1990 é presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).
Mario Balmaseda nasceu em La Habana em 1941. Trabalhou alguns anos como ator amador e depois estudou dramaturgia no Teatro Nacional de Cuba. Atuou em diversos espetáculos teatrais. Na televisão protagonizou seriados como La gran rebelión, En silencio ha tenido que ser e Un bolero para Eduardo. Dirigiu mais de dez peças teatrais. Também atuou em cinema em vários filmes. Escreve contos, poesias e artigos. |
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A Venezuela é o país convidado de honra da XV Feria Internacional del Libro, que ocorrerá de 2 a 12 de fevereiro em La Habana e até 15 de março em mais 35 cidades. Considerada a feira de livros mais concorrida do mundo, este ano é dedicada aos intelectuais cubanos Nancy Morejón e Angel Augier, ambos ganhadores do Prêmio Nacional de Literatura. Com o lema Leer es Crecer o evento terá como sede a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, a maior fortaleza espanhola na América, construída no século XVIII em frente à baía de Havana e próxima à Havana Velha. Participam da feira diversas entidades ligadas ao universo literário como autores, editores, livreiros, impressores, agentes literários, produtores, jornalistas e outros. Em 2005 o Brasil foi o convidado de honra e o evento foi dedicado ao poeta Jesús Orta Ruiz, El Indio Naborí, e ao dramaturgo Abelardo Estorino. Mais de quatro milhões de pessoas visitaram o evento. Nesta edição da feira será realizado pela primeira vez o Bazar de las Artes, no Castillo de los Tres Reyes del Morro, onde serão expostas e comercializadas peças de artesanato, reproduções de quadros e serigrafias, discos, cassetes, DVDs e VHS de músicas e outros produtos culturais cubanos e estrangeiros. Confira a lista dos países convidados e seus representantes e das cidades participantes. Países convidados: Espanha Manuel Fernández Cuesta Costa Rica Arnaldo Mora França Ramón Chao Estados Unidos Bárbara Kinsolver (con esposo) Argentina Miguel Bonasso y esposa Uruguai Ing. Jorge Brovetto México Mónica Manssur Chile Eugenia Cirano Inglaterra Alan Word Canadá Noami Klain Porto Rico Etnairis Rivera Venezuela Edgardo Lander Em outras cidades: Ocidente - de 13 a 19 de fevereiro Pinar Del Rio Centro - de 20 a 26 de fevereiro Santa Clara Oriente - de 27 de fevereiro a 5 de março Las Tunas |
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Cinco personalidades cubanas foram premiadas no último dia 29 no Teatro Amadeo Roldán pelo conjunto e impacto de suas obras e por suas trajetórias de vida. Frank Fernández, Pablo Milanês, Rosita Fornés, a musicóloga María Antonieta Henríquez (representada pela professora Elvira Fuentes) e a professora de coros Cuca Rivero receberam o mais alto prêmio do Instituto Cubano de Música das mãos do presidente da instituição, Abel Acosta, e do ministro da Cultura, Abel Pietro. O júri, presidido por Harold Gramatges, era composto também por Esther Borja, Luis Carbonell, Alfredo Diez Nieto, Juan Formell e Chucho Valdés. O prêmio, que é concedido deste 1997, foi entregue em 2004 ao compositor César Portillo de la Luz, ao cantor Silvio Rodríguez, ao repentista Adolfo Alfonso, ao professor Alfredo Diez Nieto e ao pianista Jorge Luis Prats. Frank Fernández é considerado um dos pianistas mais importantes da atualidade em todo o mundo e já recebeu diversos prêmios internacionais. Aos quatro anos de idade começou a tocar "de ouvido". Logo depois iniciou o aprendizado do instrumento. Dedica-se à música clássica há quarenta e quatro anos. É um artista extremamente versátil, compôs mais de 650 peças entre balés, coros, sinfonias, músicas para grupos populares, trilhas sonoras para o cimema, televisão e rádio. Pertence ao movimento da Nova Trova Cubana. A cantora Rosita Fornés é conhecida por seu grande carisma. Seus grupos de fãs estão sempre presentes. Já recebeu os prêmios nacionais de teatro e televisão. Sua estréia foi em 1939 com a opereta El asombro de Damasco. Também trabalhou com Ernesto Lecuona, Gonzalo Roig e Rodrigo Prats e interpreta peças do cancioneiro popular. Além da música, atuou também no teatro e no cimena. É considerada por muitos como a primeira vedete da América Latina e rainha dos estúdios cinematográficos do México. Um dos prêmios mais esperados da noite era o do cantor e compositor Pablo Milanês. Audodidata, é um dos fundadores da Nova Trova. No início dos anos 60 revolucionou a música cubana ao mesclar elementos da música universal com valores essencialmente criollos. Adapta peças musicais para obras teatrais e documentais e compõe para o cinema. Tem uma das melhores e mais versáteis vozes da ilha. Compõe canções populares de diversos estilos musicais, sobretudo o son. |
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A fotógrafa Tatiana Altberg assina as imagens, o texto e o projeto gráfico do livro Sí por Cuba, da editora Cosac Naify, lançado dia 07 de dezembro. Diversas regiões da ilha como Havana, Santa Clara, Nuevitas, Pinar Del Rio e Trinidad, são retratadas na obra. O ensaio foi produzido no ano das comemorações dos 40 anos da Revolução Cubana, em 1999. As ruas e o cotidiano do povo cubano são expostos no livro, que também mostra características culturais semelhantes às brasileiras, como a música, a mistura racial e a capacidade de improviso. |
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Até dia 16 de dezembro Cuba abrigará a 27ª edição do Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano, em La Habana e nas demais províncias. Mais de 540 filmes de 12 países participam da mais importante mostra de cinema da região. Curtas, longas, documentários e animações serão exibidos no festival que espera atrair mais de 500 mil espectadores. Nesta edição, três personalidades do cinema serão homenageadas: o produtor italiano Pier Paolo Pasolini, o poeta espanhol Manuel Altolaguirre (colaborador do cineasta Luis Buñuel) e o produtor cubano Pastor Vega. O Brasil está entre os quatro países com o maior número de produções inscritas, junto com Cuba, México e Argentina. Este ano 86 filmes disputam um Coral – nome do prêmio do evento – 19 longametragens e 19 ao título de "obras primas". Entre os filmes com mais chances estão o argentino Iluminados por el fuego, de Tristán Bauer, o cubano Barrio Cuba, de Humberto Solás; o brasileiro O veneno da madrugada, de Ruy Guerra e El Caracazo, de Román Chalbaud. O júri é composto pelo diretor argentino Alberto Lecchi, o francês Jean Cazenave, a atriz espanhola Mercedes Sampietro e o brasileiro Andrucha Waddington entre outros. Também estão programados mostras paralelas de produções alemãs, espanholas, francesas, italianas e suíças e fóruns teóricos dedicados à diversidade cultural no cinema. Confira as listas dos concorrentes ao Coro e de todos os brasileiros que participam do festival. FICÇÃO: Argentina Iluminados por el fuego Monobloc El viento El aura Géminis Ronda nocturna Brasil Crime Delicado Juego subterrâneo O veneno da madrugada Chile En la cama La última luna Cuba Barrio Cuba Bailando cha-cha-chá Viva Cuba Equador Crónicas México Las vueltas del citrillo Batalla en el cielo Venezuela El Caracazo CONCURSO ÓPERAS PRIMAS: Argentina Cama adentro Do U Cry 4 Me Argentina Un año sin amor Hermanas Las mantenidas sin sueños Nordeste Brasil Cidade Baixa
Cinema, aspirinas e urubus Como fazer um filme de amor Contra todos Olga
Redentor Chile La sagrada familia Play México Carambola Noticias lejanas Sangre Perú Mañana te cuento BRASILEIROS: Documentários: 26-04-86 Una primavera en la memoria A velha e o mar Aló tocayo Brilhante Doutores da alegria
O dia em que o Brasil esteve aqui Senhora Liberdade Thomaz Farkas, Brasileiro Vale a pena sonhar Vinicius. Quién pagará el entierro y las flores si yo me muero de amores Viva volta Paz Paz em Jacarezinho Peões
Moacir arte bruta O sol, caminhando contra o vento O sonho de Loreno O cárcere e a rua A cidade das mulheres La dignidad de los nadies Entreatos
Estamira Fábio Fabuloso Jorjão Ficção: Cazuza, o tempo não pára
Cinema, aspirinas e urubus Cidade Baixa Como fazer um filme de amor Contra todos O xadrez das cores O casamento de Romeu e Julieta Espelho de água. Uma viagem pelo rio São Francisco Esses moços O último raio de sol Tudo isso e fado Habanera Jaime Jogo Subterrâneo O veneno da madrugada Olga O Redentor Animado: O boto
O ditado O artilheiro O terceiro tomate O vento Iara A rosa A esperança de um menino |
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A quarta edição do Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Recine 2005, do Arquivo Nacional, exibirá na terça-feira, dia 08 de novembro, o documentário Biografia do Tempo, de Marcos Pimentel de Joana Oliveira. A produção Brasil/Cuba, que participa da mostra competitiva, tem oito minutos de duração e reflete sobre a memória construída pelo encontro das obras do brasileiro Pedro Nava e do cubano Santiago Alvarez. O tema do encontro este ano será "Televisão - uma história para ver de perto" e tem como objetivo oferecer ao público imagens raras, debater as dificuldades no trabalho de guarda e preservação dos registros filmográficos, tornar os acervos depositados nas instituições de arquivo mais acessíveis aos pesquisadores, realizadores e cinéfilos em geral, e ainda, estimular a reutilização destas imagens para a realização de novas obras audiovisuais. O Arquivo Nacional fica na Praça da República, 173. Toda a programação do evento é gratuita. |
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O longa Habana Blues, que foi exibido no Festival do Rio de 2005, está em cartaz em vários cinemas das capitais. O filme de Benito Zambrano, uma co-produção de Cuba, Espanha e França, encerrou a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes. Os protagonistas do filme, Ruy e Tito, são dois músicos cubanos que sonham tornar-se atros da música e têm a vida mudada com a chance de apresentar-se fora da ilha. No Rio de Janeiro o filme está em cartaz nos cinemas UCI, Unibanco Arteplex, Estação Ipanema, Estação Paissandu e Art-Fashion Mall. Elenco: Alberto Joel García Osorio, Roberto San-martín, Yailene Sierra, Tomás Cao Uriza, Zenia Marabal, Marta Calvó, Roger Pera. Direção: Benito Zambrano Gênero: Drama Sinopse: Ruy (Alberto Joel García) e Tito (Roberto San-martín) levam anos pensando na melodia perfeita. Ao longo do tempo, suas partituras transformam-se na trilha sonora dos encontros e desencontros entre seus amigos. Quando o talento dos dois músicos é descoberto, surge uma grande proposta internacional, mas eles ficam em dúvida se devem abandonar suas vidas em nome da arte. Produtores espanhóis que recrutam músicos em Havana exigem que eles digam que estão proibidos de tocar em Cuba. Um deles se recusa a participar da farsa, que o impediria de voltar à ilha. 111 minutos. 16 anos. |
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Estão abertas as inscrições para o curso da Escuela Internacional de Cine y TV San Antonio de los Banos. O projeto é parte do convênio Proarte Brasil com a instituição cubana. Os cursos ocorrerão entre janeiro e dezembro de 2006 no campus da escola e não têm limite de idade nem necessitam de vestibular. As inscrições podem ser feitas com Patrícia Martin pelos telefones 22 2629-1493 ou 22 8111-2699. Emails para patriciamartin@uol.com.br. Os preços incluem matrícula, hospedagem e refeições na escola. Confira o programa das disciplinas. DIREÇÃO DE ATORES Duas semanas. De 9 a 20 de janeiro, com MARKETTA KIMBRELL (USA). Oficina experimental a partir do método Stanislavsky. Treinamento do diretor em relação à atuação. A professora: Marketta trabalhou 5 anos com Lee Strasberg e hoje e responsável pela Direção para Cinema e Atuação da New York University. Foi também membro do Lincoln Center Repertory Company. Além de lecionar na NYU e na EICTV, Marketta é professora do Instituto de Cinema de Oslo. Foi premiada com The New York University Distinguished Teaching Award e fundou The New York Street Theatre Caravan (The Caravan) que obteve the OBIE Award for Sustained Excellence. Vagas: 15 Preço: 900 Euros FOTOGRAFIA DIGITAL Três semanas. De 9 a 27 de janeiro, com DANIEL LEOTTA (Argentina). A linguagem da fotografia em geral e as especificidades da fotografia digital. A fotografia como ferramenta de criatividade, design e expressão. Os aportes do meio digital. Estabelece um vínculo reflexivo entre a metodologia, a ferramenta, a forma e o conteúdo. O estilo "de autor". Análise global do processo criativo desde o lugar do realizador. Trabalhos práticos e exercícios individuais. O professor: Titular da cátedra de Fotografia Cinematográfica do Instituto Nacional de Cinematografia da Argentina e também docente de outras Universidade de seus país. Autor de publicações especializadas em sensitometria, composição fotográfica e iluminação. Trabalha também em projetos de documentário, institucionais e publicidade. Vagas: 15 Preço: 900 Euros A CONSTRUCAO DRAMÁTICA: DA IDÉIA AO ROTEIRO, DO ROTEIRO AO ATOR Três semanas. De 16 de janeiro a 3 de fevereiro, com MONICA DISCEPOLA (Argentina) e MARIA DE LOS ANGELES GONZALES (Argentina). Matrizes culturais e pontos de partida para a busca da história: a cena própria, os mitos, os jogos, os gêneros. As poéticas pessoais nas escrituras cinematográficas: espaço, tempo, ritmo, luz e objetos na construção do sentido. Abordagem do trabalho do ator: a estrutura dramática, as imagens e o corpo. Busca do personagem, vínculos e ações para a cena. A direção de atores. Planificação de textos e roteiros. Acercamento das poéticas pessoais. Criação e montagem das cenas. Prática de mis-en-scene com atores. As professoras: Monica Discepola é diretora de teatro, dramaturga e titereira. Professora da Universidade de Buenos Aires em Teoria e Estética dos Meios e Direção de Atores para Cinema. Professora de Metodologia da Atuação. Professora convidada da Escola de Cinema de Montevidéu, Uruguai, na especialização de Direção de Atores. Maria de los Angeles Gonzales é diretora teatral com 30 obras representadas e mais de 30 montagens. É dramaturga e roteirista. Professora da Universidade de Buenos Aires e em TEA (Escuela Integral de Television) de Buenos Aires. Especialista em programação e gestão de áreas multimídias e exposições interativas. Vagas: 15 Preço: 900 Euros ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO Duas semanas. De 23 de janeiro a 3 de fevereiro, com JUAN MADRID (Espanha). Aulas teóricas e práticas sobre o processo de criação do roteiro cinematográfico. Análise e discussão de filmes selecionados e práticas com exercícios de dramaturgia. O professor: Um dos mais importantes escritores espanhóis contemporâneos. Roteirista de várias séries de televisão, entre elas, Brigada Central. Seus romances policiais foram traduzidos em vários idiomas. Ministra cursos em universidades de vários países assim como na EICTV. Seu romance "Dias Contados" foi adaptado para o cinema com grande sucesso. Vagas: 15 Preço: 900 Euros FOTOGRAFIA CINEMATOGRÁFICA AVANÇADA Quatro semanas. De 30 de janeiro a 24 de fevereiro, com RODOLFO DENEVI (Argentina). Ótica. Psicologia do plano. Estética do plano. Semiótica do movimento de câmera. Tecnologia audiovisual. Cinco luzes técnicas, problemas e soluções.Técnica e arte. Estilos na iluminação audiovisual. Corimetria. Filtros. Laboratório. O professor: Rodolfo trabalhou como gaffer em filmes famosos como "Gringo viejo" de Luis Puenzo, "Vinte anos depois" de Hector Babenco e "Yo, la peor de todas" de Maria Luisa Bemberg. É professor de Iluminação e Câmera na Escola do Instituto Nacional de Cinematografia de Argentina. Leciona também na Asociacion Argentina de Agencias de Publicidad e na Universidad de Ciencias y Estadisticas Sociales de Argentina, entre outras instituições. Vagas: 15 Preço: 1800 Euros FOTOGRAFIA CINEMATOGRÁFICA Três semanas. De 27 de fevereiro a 17 de março, com RAUL PEREZ URETA (Cuba). A visão consciente, ajuste de cor, sensitometria e técnica de filmagem, fundamentos de iluminação, luz dura e luz branda, lentes, filtros, fotômetros, laboratório, cópia final, revelado normal, práticas utilizando suporte de vídeo, filmagens em exteriores e interiores. O professor: Raul tem na sua filmografia 500 edições do Noticiero ICAIC como câmera, assim como 50 documentários. Foi diretor de fotografia de longa metragens dirigidos pelos mais prestigiados diretores cubanos. Entre eles, Fernando Perez e seu último filme: "Suite Havana", filme de abertura do Festival de San Sebastian 2003. Vagas: 15 Preço: 1360 Euros REALIZAÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS Três semanas. De 6 a 24 de março, com BELKIS VEGA (Cuba). Introdução à história do documentário. Metodologia de pesquisa. Especificidades da realização de documentários como interpretação criativa da realidade. Trabalhos práticos baseados na elaboração de projetos de documentário e análise de casos concretos. Oficina de criação com elaboração de projetos que terminem com a realização de documentários. A professora: Belkis é roteirista e diretora de cinema e vídeo. Leciona no Instituto Superior de Arte de Cuba. Sua experiência como correspondente de guerra reforçou seu extenso trabalho acadêmico sobre história e realização de documentários em instituições cubanas e internacionais. Vagas: 15 Preço: 1360 Euros A LINGUAGEM DA FOTOGRAFIA Três semanas. De 20 de março a 7 de abril, com DANIEL LEOTTA (Argentina). Introdução à linguagem da fotografia fixa, seu potencial de expressividade, criatividade e transmissão de sentido, conteúdo e design. Análise da sua evolução histórica, sintaxe, tendências, estilos e autores importantes. Fotografia e narrativa, composição fotográfica, tempo e movimento. Enquadre e desenquadre como estética. O professor: Titular da cátedra de Fotografia Cinematográfica do Instituto Nacional de Cinematografia da Argentina e também docente de outras universidade de seu país. Autor de publicações especializadas em sensitometria, composição fotográfica e iluminação. Trabalha também em projetos de documentário, institucionais e publicidade. * cada participante da oficina deverá trazer sua própria câmara fotográfica profissional (35 mm) Vagas: 15 Preço: 1100 Euros ADOBE AFTER EFFECTS Duas semanas. De27 de março a 7 de abril, com JORGE MOCHON URANGO (Espanha). O vídeo digital, a criação de um projeto, trabalho com transparências, a pós-produção básica, rendering, pós-produção avançada, o espaço 3D, a integração com outros sistemas. O professor: Formado em Ciências da Informação na especialização Fotografia e Imagem Audiovisual. Técnico superior na especialização de pós-produção. Instrutor certificado de ADOBE. Foi responsável pelo departamento de Formação em Novas Tecnologias e Técnicas Criativas da SGAE, em Valencia. Seus trabalhos como editor e diretor de pós-produção receberam inúmeros prêmios, entre eles o Goya, da Academia Espanhola em 2005, por "El enigma del chico croqueta". Vagas: 12 Preço: 900 Euros EDIÇÃO DIGITAL EM AVID Três semanas. De 10 a 28 de abril, com GABRIEL CORBELLA (Espanha). Teórico-prático. Conceitos e teoria da edição não-linear. Processos básicos, ferramentas adicionais de edição, edição de diálogos, trabalho com time-code, áudio, criação de títulos e créditos, dissolvências, digitalização. Exercícios práticos. O professor: Realizador de vídeo, editor, fotógrafo e professor. Especialista em Pós-produção. É professor do curso ACSR Avid Certified Representative Support em AVID IBERICA e responsável pela capacitação em AVID nos cursos de pós-graduação na Universidade do País Basco. Vagas: 12 Preço: 1100 Euros ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO Duas 2 semanas. De 17 a 28 de abril, com ELISEO ALTUNAGA (Cuba). Aulas teóricas e práticas sobre o processo de criação de roteiro cinematográfico. Análise e discussão de filmes selecionados e práticas com exercícios de dramaturgia. O professor: Eliseo é escritor de romances, jornalista, ensaísta e roteirista de cinema, rádio e televisão. É também professor do Instituto Superior de Arte de Cuba e já ministrou oficinas de roteiro em diferentes países. Vagas: 15 Preço: 900 Euros CRIAÇÃO DE PROJETOS DE CINEMA E TV PARA CRIANÇAS E JOVENS Três semanas. De 1 a 19 de maio, com ALEJANDRO MALOWICKI (Argentina). Capacitar os participantes no desenho de projetos para cinema e televisão, dirigidos a crianças e jovens. Ênfase nas especificidades do gênero e sua importância como ferramenta educacional. O professor: Alejandro é licenciado em Cinema da Escuela Superior de Bellas Artes da Universidad de la Plata. É diretor e produtor de filmes em cinema e vídeos e de programas de televisão para crianças e jovens e também professor em diversas universidades. Seus trabalhos e programas têm obtido prêmios em diversos festivais internacionais. Vagas: 12 Preço: 900 Euros ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO Duas semanas. De 29 de maio a 9 de junho, com PATRICK CATTRYSSE (Bélgica). Aulas teóricas e práticas sobre o processo de criação de roteiro cinematográfico. Análise e discussão de filmes selecionados e práticas com exercícios de dramaturgia. O professor: Patrick é escritor, diretor e produtor independente. É diretor da Flanders Script Academy e consultor de várias outras academias. Vagas: 15 Preço: 900 Euros REALIZAÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS Três semanas. De 29 de maio a 16 de junho, com JORGE FUENTES (Cuba). A idéia base como núcleo original da obra: tema, pesquisa. Tratamento. Estética e especificidades do gênero.Entrevista: vantagens e desvantagens. O personagem. Dramaturgia: ficção-documentária? As mediações cinematográficas. O desenho da imagem. Pré-filmagem/filmagem/roteiro de montagem/montagem/sonoplastia.A formação da equipe e os códigos de relação com os diferentes especialistas. Realização dos exercícios. O professor: Cineasta, roteirista e escritor. Professor titular do Instituto Superior de Arte (ISA) em Havana e Jefe da cátedra de Documentário da EICTV. Ministrou cursos e conferências no México, na Bélgica, Bolívia, Espanha e nos EUA. Realizou mais de 40 documentários de longa e curta-metragens, como diretor e autor de textos. Entre suas obras encontram-se: Marzo 13, Quien pudiera vivir, La lucha continua, Goicuria 525, Fabio, Es vivir, Tatu Che en el Congo, Badenya. Seus filmes forma premiados em diversos festivais internacionais. Vagas: 15 Preço: 1360 Euros ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO Duas semanas. De 26 de junho a 7 de julho, com ELISEO ALTUNAGA (Cuba). Aulas teóricas e práticas sobre o processo de criação de roteiro cinematográfico. Análise e discussão de filmes selecionados e práticas com exercícios de dramaturgia. O professor: Eliseo é escritor de romances, jornalista, ensaísta e roteirista de cinema, rádio e televisão. É também professor do Instituto Superior de Arte de Cuba e já ministrou oficinas de roteiro em diferentes países. Vagas: 15 Preço: 900 Euros FOTOGRAFIA CINEMATOGRÁFICA Três semanas. De 3 a 21 de julho, com RODOLFO DENEVI (Argentina). A visão consciente, ajuste de cor, sensitometria e técnica de filmagem, fundamentos de iluminação, luz dura e luz branda, lentes, filtros, instrumentos de medição de luz, laboratório, cópia final, revelado normal e forçado, práticas utilizando suporte de vídeo, filmagens em exteriores e interiores. O professor: Rodolfo trabalhou como gaffer em filmes famosos como "Gringo viejo" de Luis Puenzo, "Vinte anos depois" de Hector Babenco e "Yo, la peor de todas" de Maria Luisa Bemberg. É professor de Iluminação e Câmera na Escola do Instituto Nacional de Cinematografia de Argentina. Leciona também na Asociacion Argentina de Agencias de Publicidad e na Universidad de Ciencias y Estadisticas Sociales de Argentina, entre outras instituições. Vagas: 15 Preço: 1360 Euros ROTEIRO DE SIT-COMS: ALÉM DO FORMATO AMERICANO Duas semanas. De 17 a 28 de julho, com IGNACIO LOPEZ MURO (Espanha). Introdução aos fundamentos básicos da escritura de sit-coms, da criação da idéia até o último trabalho de equipe para adicionar e aperfeiçoar gags. O professor: Ignacio é roteirista, analista de roteiros, professor e documentarista. É autor de vários livros de relatos e roteirista de seriados de televisão para Telecinco e Canal Fox Espanha. Vagas: 20 Preço: 900 Euros TEORIA E PRÁTICA DA MONTAGEM CINEMATOGRÁFICA Três semanas. De 11 a 29 de setembro, com NELSON RODRIGUEZ (Cuba). A montagem com arte essencial dentro das especializações técnico-artísticas de um filme. Conhecimento do equipamento principal para a montagem e sua utilização. O processo de montagem. Regras básicas de montagem. Principais elementos do trabalho de script que o montador deve conhecer. Diferenças entre a montagem do cinema de ficção e documentário. Desenvolvimento das faculdades específicas do montador. Novas tecnologias. O professor: Nelson é quase um mito no cinema latino-americano por ter sido o montador dos grandes clássicos do cinema cubano (entre eles Memorias del subdesarrollo, de Tomas Gutierrez Alea e Lucia, de Humberto Solas). Sua extensa filmografia inclui trabalhos com os mais importantes realizadores cubanos e latino-americanos como Miguel Littin, Jaime Humberto Hermosillo, Lisandro Duque, Jorge ALi Triana, entre outros. Também foi editor do Noticiero ICAIC sob a direção de Santiago Alvarez e seus trabalhos receberam inúmeros prêmios em festivais internacionais. Vagas: 15 Preço: 1100 Euros OFICINA AVANÇADA DE ROTEIRO Cinco semanas. De11 de setembro a 13 de outubro, com FRANCISCO LOPEZ SACHA (Cuba), JULIO CESAR ROJAS (Chile) e MIGUEL MACHALSKI (Argentina). Estruturas narrativas literárias. Roteiro cinematográfico. Adaptação cinematográfica. Os professores: Francisco Lopez Sacha é narrador, ensaísta e professor de arte. Licenciado em Letras, e autor de romances, contos e ensaios, publicados em vários países com sucesso de crítica e público. Sua obra tem recebido diversos prêmios. Julio Cesar Rojas é roteirista e professor de roteiro na Escola de Cinema de Chile. É também consultor de roteiro. Miguel Machalski é especialista em análise e tradução de roteiros. Realiza consultorias para produtores como a Iniciative Film (especializada em adaptações de obras literárias), a AB Svensk Filmindustry de Suécia, os Ateliers du Cinema Europeen, entre outros. É analista de roteiros para TF1 Cinema, Studio Canal Plus e Gaumont. Vagas: 20 Preço: 1360 Euros "NOSOTROS, LA MUSICA" Três semanas. De 11 a 22 de setembro, com ROGERIO PARIS (Cuba) e professores convidados. A realização de filmes musicais em nível de direção, produção, roteiro, fotografia, som e edição. Cinema, debates e encontros com cineastas, músicos e especialistas. O professor: Rogerio Paris é diretor de longa-metragens do Instituto Cubano de Arte e Industria Cinematográfico (ICAIC). Professor Titular de Direção de Cinema no Instituto Superior de Arte (ISA). Vários de seus filmes têm recebido prêmios em festivais internacionais. Fundador do Cinema Musical ICAIC (Nosotros, La musica em 1965). Atualmente prepara, em co-produção com o Brasil, a saga de NLM: "La musica, nosotros". Ministra oficinas internacionais na Espanha, Brasil, Venezuela, Canadá e na EICTV. Vagas: 20 Preço: 900 Euros REALIZAÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS Três semanas. De 25 de setembro a 13 de outubro, com OCTAVIO CORTAZAR (Cuba). Introdução à história do documentário. Metodologia de pesquisa. Especificidades da realização de documentários como interpretação criativa da realidade. Trabalhos práticos baseados na elaboração de projetos de documentário e análise de casos concretos. O professor: Octavio Cortazar é um dos principais documentaristas do cinema cubano e diretor de algumas dos filmes nacionais de maior bilheteria, premiados internacionalmente. Dirigiu vários espetáculos teatrais e culturais. É vice-presidente da prestigiosa UNEAC (Union de Escritores y Artistas de Cuba) e presidente da não menos prestigiosa Casa Produtora de Documentários "Huron Azul". É também professor-fundador da EICTV. Vagas: 15 Preço: 1360 Euros DA PRODUÇÃO DE CAMPO À PRODUÇÃO EXECUTIVA NO MERCADO INTERNACIONAL Oito semanas. De 2 de outubro a 24 de novembro, com especialistas internacionais coordenados por SANFORD LIEBERSON (USA-Inglaterra). O papel do produtor, produção dos grandes estúdios e cinema independente. Desenvolvimento de projetos e o papel do produtor. Introdução ao Pitch. O mercado de televisão. Plano de filmagem e orçamento. Co-produções, venda internacional, distribuição e exibição. Problemas legais. Diretor da oficina: Sanford Lieberson é produtor independente. Jefe de Departamento da National Film and Television School. Especialista em distribuição de filmes na Inglaterra. Foi presidente supervisor de produções internacionais da MGM e presidente de produção da 20th Century Fox. Seu trabalho inclui filmes de grande sucesso como "Alien", "Julia", "Chariots of Fire" e "Blade Runner", entre outros. Supervisionou o lançamento internacional de filmes tão diversos quanto "Star Wars" e "Novecento". Vagas: 20 Preço: 1880 Euros OFICINA DE REALIZAÇÃO CINEMATOGRÁFICA Quatro semanas. De 30 de outubro a 24 de novembro, com HECTOR VEITIA (Cuba) e JORGE FUENTES (Cuba). Linguagem cinematográfica. Conceito de estilo cinematográfico. Roteiro técnico. Exercícios práticos de realização em vídeo. Os professores: Hector Veitia: Licenciado em Língua e Literatura Hispânica na Universidade de Havana. Começou a trabalhar no ICAIC em 1961. Realizou mais de trinta documentários em cinema e vídeo. Co-dirigiu Mujer transparente, premiada em Havana, San Sebastian, Huelva, Trieste e Leipzig. É professor e chefe do Departamento de Oficinas Internacionais da EICTV. Jorge Fuentes: Licenciado em Língua e Literatura Hispânica na Universidade de Havana. Poeta, cineasta, roteirista, jornalista. Recebeu importantes prêmios e distinções nacionais pela sua extensa obra literária e audiovisual. É professor Titular de Comunicação Audiovisual no ISA (Instituto Superior de Arte de Havana), Membro das Executivas do Movimento Nacional de Vídeo de Cuba e da Asociacion de Cine, Radio y Television da Union de Escritores y Artistas de Cuba (UNEAC). Vagas: 15 Preço: 1360 Euros DIREÇÃO DE CENA Quatro semanas. De 30 de outubro a 24 de novembro, com MIRIAN LEZCANO (Cuba). Estruturas dramáticas. Técnicas de atuação, improvisação. Mis en scene. A professora: Atriz e diretora teatral. Formada em atuação na Escuela Nacional de Arte de Cuba e em Direção Teatral em Moscou. Fundadora, diretora geral e artística do Grupo Teatro Mio, do Conselho Nacional de Artes Cênicas. Vagas: 15 Preço: 1360 Euros |
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Santiago de Cuba é a única cidade da ilha que tem dois sítios e uma instituição reconhecidos como Patrimônio da Humanidade. O título, outorgado pela UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, é concedido em função da riqueza cultural do local. O Castelo do Morro, fortaleza construída no século XVII na entrada da baía, é um exemplo da arquitetura militar hispano-americana. A paisagem arqueológica das primeiras plantações de café do sudeste cubano, com 171 fazendas construídas nos séculos XIX e XX nas montanhas de Santiago e Guantánamo também recebeu o título por ser um exemplo único de exploração agrícola na mata virgem. A instituição La Caridad de Oriente recebeu o título de Obra-Mestra do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade. O grupo de origem afro-haitiana surgiu em 1862 e recria tradições conseqüentes de trocas culturais. Seus cantos e danças mostram uma arte iniciada em um grupo ligado à luta pela independência da ilha, a Sociedade Lafayette. |
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Em 18 de outubro foi encerrada uma semana de homenagens ao comandante Ernesto Che Guevara com um ato público em São Paulo. Foi firmado um compromisso de tentar promover uma jornada oficial anual na Assembléia Municipal. O ato foi presidido pelos petistas Eduardo Greenhalgh e Beto Custodio e pelo cônsul geral de Cuba em São Paulo, Carlos Trejo. Os oradores ressaltaram a figura de Che e seu exemplo para a América Latina e manifestaram seu apoio à nação cubana. |
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Organizado pelo Centro Provincial de Música Antonio María Roméu, o Instituto Cubano de Música, o Ministério de Cultura e o Teatro Nacional de Cuba, o evento homenageia Guillermo Barreto, de 25 a 29 de outubro, em diversos pontos da capital cubana. Colóquios, aulas mestras de percussão e concertos estão programados. O Teatro Nacional será a principal sede. Alguns convidados são os canadenses Aldo Mazza e Charlie Cooley e o maestro Chucho Valdés e seu quarteto. A Sociedade Yorubá de Cuba, em Pardo, sediará o colóquio e o Toque del Tambor . Já o Hotel Riviera abrigará as aulas mestras. A festa de inauguração será no Salão Rosado de la Tropical com espetáculos de Pupy y los que Son Son, Klímax e a Charanga Forever. Também está programada a Fiesta de la Rumba, na Casa de Música de La Habana. |
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Mais de trinta países já acertaram a participação de representantes de diversos setores da sociedade na conferência internacional Con Todos y Para el Bien de Todos. O evento é dedicado ao pensamento de José Martí, mártir da independência cubana, e ocorrerá de 24 a 26 de outubro no Palácio de Convenções, em La Habana. Universidades, instituições culturais, organizações não governamentais e políticas de todo o continente estão envolvidas no projeto. Melhorar os aspectos social e humano das populações, buscar o desenvolvimento sustentável com paz e justiça social, a igualdade e a política solidária são os objetivos do encontro. O fórum multidisciplinar é uma das principais ações do Projeto José Martí de Solidariedade Mundial da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Os principais temas são a humanidade frente aos dilemas globais, o projeto de modernização globalizante, o papel do capital especulativo e a crise econômica mundial, ciência e tecnologia e as novas tecnologias da informação em função dos interesses majoritários da humanidade. Para mais informações, visite o site da organização: www.loseventos.cu |
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O grupo de cantores se apresentará na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro, dia 14 de outubro com o show Alma de Cuba. O conjunto cubano nasceu da união de dois lendários cantores da cidade de Santiago de Cuba, Mario Carcasses e Juan Gualberto Ferrer, o Bebeto. Na década de 90, após o ressurgimento da música cubana no cenário internacional, os cantores, que trabalharam juntos por 30 anos no grupo Cubanero, fundaram o conjunto com outros talentos da velha guarda da ilha. Gravaram o primeiro CD, Cero Faradulero, com músicas do repertório antigo e composições da nova geração. Por este trabalho, ganharam a Medalha de Ouro do Prêmio Cuba Disco, em 1999, na categoria melhor obra de música tradicional cubana. Em seguida gravaram o segundo álbum, Oyeme Cachita. Em 2003 foram indicados ao Grammy pelo CD Alma de Santiago. |
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Ganhadora de inúmeras medalhas e reconhecida internacionalmente por seu trabalho, Loipa Araújo completou este mês meio século de vida artística. Na década de 60, o crítico inglês Arnold Haskell classificou a bailarina como uma das quatro "jóias" do Ballet Nacional de Cuba, juntamente com Mirta Plá, Aurora Bosch e Josefina Méndez. Loipa foi aluna dos lendários bailarinos Alicia e Fernando Alonso e trabalhou na Ópera de Paris, na Scala de Milan e no Royal Ballet de Londres. Atualmente a ex-primeira bailarina do Ballet Nacional de Cuba é professora e ensaísta da companhia. |
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Mais de 300 produções de 60 países estarão em cartaz de 22 de setembro a 6 de outubro em diversos cinemas do Rio de Janeiro. O mais reconhecido festival de cinema da América Latina exibirá filmes inéditos, clássicos, mostras especiais, retrospectivas, seminários, debates e encontros com diretores e atores internacionais. Confira a lista dos filmes desta edição do festival que foram produzidos por Cuba ou que têm a ilha como tema e cenário. A cubana Soy Cuba Soy Cuba, o mamute siberiano Viva Cuba KordaVision Mémorias do subdesenvolvimento Alõ tocayo Habana blues |
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No ano em que comemora vinte e cinco anos da sua primeira edição, o festival convida a comunidade teatral cubana e de outros países para dez dias de apresentações e eventos. O encontro irá festejar os setenta anos do início da renovação teatral da ilha, quando estreou o inovador espetáculo La Muerte, de Nicolás Evreinof, e recordará personalidades e instituições que contribuíram para o desenvolvimento do teatro no mundo. "As linguagens renovadoras da cena" será o tema desta edição do festival, que também celebrará o 80º aniversário de Abelardo Estorino, Prêmio Nacional de Teatro 2002 (Cuba), conhecido por renovar o discurso dramático da cena cubana. Nas salas, ruas, oficinas, eventos especiais e homenagens. Será promovido o encontro com as mais diversas cenas contemporâneas. Graciela Dufau, Santuzza Oberholzer, Alvaro Solar, Hugo Urquijo e Robert Waltl participarão do festival. Estão programadas as oficinas Claves del actor festivo e La actuación con Media Máscara, a exposição Espectros, baseada na obra de Henrik Ibsen, e a entrega do Prêmio Rine Leal 2005. A programação completa do festival está disponível no site www.fth.cult.cu Espetáculos:
Artefactos - Espanha |
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Confira a lista dos artistas cubanos que concorrem ao Grammy Latino, um dos prêmios mais reconhecidos da América Latina. Música Tropical Manuel Mirabal - Buena Vista Social Club presents to Guajiro Mirabal Omara Portuondo - Flor de amor Los Van Van – Chapeando Pancho Amat, a orquestra Aragon, o grupo de Compay Segundo, Vania, Ibrahim Ferrer, Silvio Rodríguez, Aceituna sin hueso, Haila e Charanga Habanera, Bamboleo, Frank Fernández, Milanés, Chucho Valdés, Pío Leyva, Pupy y Los que Son Son, Taicuba, David Álvarez, Leyanis López, Somos Amigos e a Família Varela Miranda - Cuba canta Serrat Música Clássica Leo Brouwer - Homo ludens Álbum Instrumental Gonzalo Rubalcaba - Paseo (Blue Note) Música Urbana Orishas - El Kilo |
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O cantor cubano afirmou que nenhum conterrâneo seu soube cantar suas músicas com tanto otimismo e verdade como Noel Nicola. No cemitério havanero Cristóvão Colombo, durante o enterro de Nicola, o cantor afirmou que ele foi um músico cheio de amor e que suas canções jamais serão esquecidas. Um dos fundadores do movimento Nova Trova, Noel Nicola faleceu de câncer aos 58 anos, em Havana, no último dia sete. Ao longo de sua carreira, Nicola compôs mais de 350 canções, como Para una imaginaria María del Carmen, Comienzo el día y otras e Diciembre tres y cuatro. |
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Inúmeras atividades estão programadas para celebrar a declaração do centro histórico da província de Cienfuegos como Patrimônio Cultural da Humanidade da UNESCO, ocorrida em julho. De 18 de agosto a 20 de outubro haverá uma intensa programação organizada pelo Centro Provincial de Patrimônio. Um dos primeiros eventos será um debate sobre a importância de classificar o centro desta província na mesma categoria de outros importantes pontos, como as pirâmides do Egito e as ruínas de Machu Pichu. No dia 20 haverá um concerto no parque Martí com o pianista Frank Fernandez e a Orquestra Sinfônica Nacional de Cuba. O trabalho do artista plástico local Alberto Saavedra será homenageado em uma mostra que depois percorrerá a ilha e seguirá para a República Dominicana. Também em setembro a Orquestra Aragón , fundada em Cienfuegos e uma das mais famosas da ilha, será homenageada. |
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Em sua 47ª edição, o prêmio englobará os gêneros de poesia, conto e ensaio com tema histórico social, além de literatura brasileira e caribenha em inglês ou crioulo. Os vencedores serão conhecidos no início do próximo ano. Autores brasileiros poderão concorrer com ensaios ou textos de literatura testemunhal (memórias, biografias, crônicas, diários e reportagens) escritos e publicados em português em 2004 ou 2005, em primeira edição, com temas latinoamericanos ou caribenhos. O prêmio é um dos eventos literários mais importantes da América e já foi concedido recentemente a brasileiros como João Almino e Rubem Fonseca. Confira a lista dos vencedores da última edição: Novela: Fiebre invernal, de Marilyn Bobes (Cuba) Ensaio Artístico Literário: Canibalia, canibalismo, calibanismo, antropofagia cultural y consumo en América Latina, de Carlos Jáuregui (Colômbia) Teatro: Postal de vuelo, de Víctor Winer (Argentina) Literatura para Crianças e Jovens: Perro viejo, de Teresa Cárdenas Angulo (Cuba) Literatura Brasileira: O enigma de Qaf (novela), de Alberto Mussa Prêmio de Poesia José Lezama Lima: En lo más implacable de la noche, de Idea Vilariño (Uruguai) Prêmio de Narrativa José Maria Arguedas: Pequeñas criaturas, de Rubem Fonseca (Brasil) Prêmio de Ensaio Ezequiel Martínez Estrada: Venezuela: investigación de unos medios por encima de toda sospecha, de Luis Britto García (Venezuela) Regras: PRÊMIO LITERÁRIO CASA DAS AMÉRICAS 2006 BASES 1. Poderão ser enviados livros no gênero de ensaio e na categoria de literatura testemunhal, escritos em português, publicados nessa língua, em primeira edição, durante os dois últimos anos (2004-2005) e que versem sobre assuntos latino-americanos ou caribenhos. A literatura testemunhal compreende, além do testemunho propriamente dito, gêneros afins como memórias, biografias, crônicas, diários e reportagens. 2. Poderão participar autores brasileiros, naturais ou naturalizados. 3. Os autores deverão enviar três exemplares do livro concursante. Não poderão enviar mais de um livro por gênero, nem participar em um gênero no qual já tenham obtido o Prêmio Casa das Américas nas edições de 2003 e 2004. 4. Se outorgará um prêmio único e indivisível, que consistirá em 3000 dólares ou seu equivalente na moeda nacional, e a publicação da obra pela Casa das Américas, se não estiver comprometida com outra editora de língua espanhola. Serão concedidas menções se o jurado as considerar necessárias, sem que isso implique recompensa ou comprometimento editorial por parte da Casa das Américas. 5. A Casa das Américas se reserva o direito de publicação daquela que será considerada a primeira edição em espanhol da obra premiada, até um máximo de 10 000 exemplares, ainda que se trate de uma co-edição. Tal direito compreende não apenas evidentes aspectos econômicos, mas também todas as características gráficas e outros aspectos da mencionada primeira edição. 6. As obras deverão ser enviadas à Casa das Américas (3ra. y G, El Vedado, La Habana 10400, Cuba), ou a qualquer das Embaixadas de Cuba, até 30 de novembro de 2005. 7. Os jurados se reunirão em Havana em janeiro de 2006. 8. A Casa das Américas não devolverá os originais concursantes. A Casa das Américas anuncia, uma vez mais, a convocatória para seus prêmios de caráter honorífico. Os referidos prêmios (José Lezama Lima, de poesia; José María Arguedas, de narrativa; e Ezequiel Martínez Estrada, de ensaio) serão outorgados a uma obra relevante nos referidos gêneros, publicada em espanhol, por um autor de nossa América, no ano 2004. As obras concursantes, em lugar de serem enviadas pelos autores, serão indicadas por um Comitê de nomeação criado para essa finalidade. |
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Uma das grandes estrelas da música cubana, o cantor Ibrahim Ferrer, faleceu na tarde de sábado, aos 78 anos, em Havana. Na semana anterior o músico havia retornado de uma turnê na Europa com sintomas de gastroenterite. Conhecido como o Nat King Cole de Cuba, Ferrer fez sucesso na ilha nos anos 50 quando apresentava-se com grandes bandas cubanas como a de Beny Moré. Sua fama era restrita ao circuito de bailes cubanos quando foi redescoberto em 1997 pelo guitarrista texano Ry Cooder, que reuniu grandes nomes da velha guarda cubana – como Compay Segundo, Rubén González e Omara Portuondo – no álbum Buena Vista Social Club. No ano seguinte, foi lançado o documentário homônimo dirigido pelo alemão Win Wenders que contribuiu para projetar o grupo internacionalmente. Em várias oportunidades o artista afirmou que o Buena Vista era mais do que uma família para ele. Ganhador de vários prêmios Grammy, Ferrer vivia com sua pequena aposentadoria e engraxava sapatos antes de ser redescoberto. O músico estava em turnê pelo lançamento de seu último disco: Mi sueño – A bolero Songbook, que reunia antigos boleros que sempre emocionaram Ferrer. Pela primeira vez em sua longa carreira o músico cantava somente o que tinha vontade e o que mais gostava: as canções que sabia de memória desde sua juventude. Ferrer dizia que os boleros são para a eternidade. Nascido em Santiago de Cuba, o cantor deixou mulher, Caridad Díaz, e nove filhos. O vocalista do Buena Vista Social Club esteve no Brasil três vezes. Clique para ouvir a música Dos Gardenias do CD Buena Vista Social Club |
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O filme cubano-francês Viva Cuba, do produtor Juan Carlos Cremata, recebeu o prêmio Percorsi Creativi do XXXV Festival Giffoni por sua criatividade e frescor no processo dramatúrgico. O festival é o mais antigo evento internacional dedicado ao cinema infantil. Cremata já havia sido premiado também pelos filmes La época, el encanto y fin de siglo, de 2001, e Nada, de 2005. Primeiro longa cubano protagonizado por crianças, o filme mostra a relação das crianças Malú e Jorgito, que juram amizade e amor eterno apesar das brigas entre suas famílias. O amor das crianças torna-se impossível quando a avó de Malú morre e sua mãe decide viver fora da ilha. A película, recomendada para toda a família, pretende ser um chamado para a reflexão dos pais, que deveriam ouvir mais a opinião dos filhos antes de tomarem decisões importantes. O espectador tem ainda a oportunidade de ver vários pontos desconhecidos da ilha. |
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Após um ano e meio de obras, a Escola Internacional de Cinema inaugurou um novo estúdio de televisão e um novo curso de cinema. Também estão prontas outras instalações, como a nova sala de edição. Com as novas instalações, o número de estudantes pode chegar a 120. Os equipamentos foram doados por professores e especialistas europeus ligados à escola. A montagem ficou a cargo da empresa cubana ASTOC e o Instituto Cubano de Rádio e Televisão. |
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O público carioca pode apreciar 25 imagens do povo cubano no Espaço Alma até 7 de agosto. O fotógrafo baiano Alvaro Villela esteve na ilha há cerca de um ano para realizar um sonho de juventude e captou as imagens em cortiços, bares e ruas de Havana. Misturando-se ao povo do local, procurou retratar através de um viés sociológico o cotidiano dos cubanos além dos clichês do que é divulgado. O Espaço Alma fica na rua Santa Luzia, 706 - Centro. |
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O ator cubano está no Brasil para divulgar seu terceiro filme brasileiro: Gaijin - Ama-me como sou. O filme de Tizuka Yamazaki abriu o Festival Internacional de Cinema de Brasília e está na disputa por um Kikito no Festival de Gramado. Mesmo após trabalhar em outras duas produções brasileiras (Navalha na Carne e Estorvo), o ator cubano precisou ser dublado por Chico Diaz para seu sotaque não destoar, já que o filme foi planejado para atingir o grande público. No épico, que narra a saga de quatro gerações de imigrantes japoneses e seus descendentes, Perugorría dá vida a Gabriel Salinas, um brasileiro que planeja casar com uma descendente de imigrantes japoneses. Nesta continuação de Gaijin - Os caminhos da liberdade, de 1980, participam atores de diversas nacionalidades: Tamlyn Tomita (EUA), Kyoko Tsukamoto (Japão) e os brasileiros Mariana Ximenes, Louise Cardoso, Luís Melo e Zezé Polessa. Extremamente comprometido com o cinema latino-americano, o ator acredita que Brasil e Cuba têm muito em comum por terem a mesma origem de colonização européia e escravidão africana e que essa familiaridade fica evidente nos filmes dos dois países. |
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Movimentos sociais e associações solidárias com a ilha organizaram eventos em diversas cidades brasileiras para celebrar o Dia Nacional de Cuba. A Associação Cultural José Martí promoveu uma festa cubana com mais de 200 convidados. Durante o evento, a presidente da associação destacou a importância desta data para o povo da ilha, pois marca o início das lutas que culminaram com a Revolução Cubana em janeiro de 1959. Nesta, data em 1953, jovens comandados por Fidel Castro tomaram os quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes. Em São Paulo, o Comitê paulista de Solidariedade com Cuba, o Comitê pela Liberdade dos Cinco Heróis e outras entidades também celebraram a data e aproveitaram a oportunidade para expressar solidariedade com a ilha. A Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul também promoveu uma festa e um ato de solidariedade. |
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Uma das maiores cantoras cubanas da atualidade irá se apresentar na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro. Única estrela feminina do grupo de veteranos Buena Vista Social Club, Omara lançou recentemente o CD Flor de Amor, que foi indicado ao Grammy na categoria melhor álbum latino de música tropical tradicional. Em seu segundo disco como solista, a cantora misturou ritmos cubanos tradicionais e música caribenha em geral com a sonoridade brasileira. Os músicos brasileiros Carlinhos Brown e Marcos Suzano, além do produtor Alê Siqueira participaram do trabalho. Conhecida como a Edith Piaf de Cuba, Omara define seu último trabalho como uma declaração de amor à humanidade.
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A UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, declarou na semana passada, na África do Sul, o centro histórico desta cidade patrimônio mundial da humanidade após rigorosa avaliação. Cienfuegos foi fundada no início do século XVII por colonos franceses. Em pouco tempo firmou-se como centro comercial de produtos agrícolas e um dos mais importantes portos do litoral sul cubano. A arquitetura local, de início com ares neoclássicos, passou a utilizar formas ecléticas sem perder a harmonia. Outras localidades que também foram declaradas patrimônio da humanidade foram Humberstone e Santa Clara, no Chile, o centro histórico da cidade russa de Yaroslavl, a cidade italiana de Siracusa e o centro da cidade Bósnia de Mostar. |
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De 21 a 27 de julho ocorrerá em Cuba uma das festas populares mais famosas do Caribe, o carnaval de Santiago de Cuba. As ruas, os prédios, as praças e os parques do local estão sendo enfeitados e os preparativos estão acelerados. Mais de 35 áreas serão reservadas para danças, orquestras, música gravada e outras manifestações autênticas da cultura popular. Quiosques serão espalhados por toda a cidade. Além disso, grupos fazem os últimos ensaios para apresentações. Os moradores e visitantes terão à sua disposição uma extensa programação alternativa que inclui propostas culturais e gastronômicas. Além do centro do evento, vários outros povoados do município participarão da festa. Durante o carnaval será comemorado o aniversário de 490 anos da cidade. |
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Até o dia 25 de julho a ilha será palco deste encontro de artes cênicas, que está em sua quinta edição. Diretores, artistas e roteiristas do México, Costa Rica, Colômbia, Bolívia, Peru, Espanha e Cuba participam do evento. A arte na comunidade e os metidos de trabalho cênico são alguns dos temas propostos para os debates do festival. Está prevista uma oficina teórica sobre dramaturgia, identidade e compromisso social. A abertura do festival abordará o cenário de cada grupo participante e terá apresentações especiais para as crianças do Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez. No encerramento será encenada a peça Verónica y los Orishas, criada por um grupo de crianças de Havana, baseada em elementos da memória coletiva local. |
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Estimular son e a formação musical são os principais objetivos do Concurso Nacional para Orquestras de Son. Grupos de toda a ilha participarão do concurso, que é patrocinado pela Cubadisco. Em cada uma das 14 províncias cubanas um jurado escolheu as orquestras que disputarão as etapas preliminares. Somente três finalistas disputarão o título de Campeón del Son de Cuba 2005. O concurso está voltado para orquestras novas ou que ainda não tenham gravado nenhum disco. Os grupos selecionados são Sangre Caribeña, Explosión Latina, Denys y su Swing, La Balanza, Alejandro y sus Onix, Son del Sur, Sonora Trinitaria, Combinación Latina, Tentación del Caribe, Grupo Star e Son Caliente. O prêmio para a orquestra vencedora será a gravação de um disco e um videoclip. |
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Um convênio entre a Oficina del Programa Martiniano e o Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos pretende vincular a cultura com o movimento solidário internacional. Com base na figura do herói nacional de Cuba, José Martí, o projeto prevê a formação de grupos de trabalho para promover o conhecimento da história de Cuba e de outros países (México, Venezuela, Equador, Uruguai, Argentina, Espanha e França inicialmente). O acordo promoverá as idéias de cada país envolvendo-as com as aspirações de um mundo melhor com base na educação, cultura e política. A iniciativa está ligada ao Projeto de Solidariedade Mundial José Martí, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. |
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Em co-produção com Espanha e Venezuela, será rodado em Cuba um filme cujo roteiro surgiu em uma oficina do escritor colombiano na Escuela de Cina de San Antonio de los Baños em 2002. O longa-metragem de atmosfera claustrofóbica mostrará a relação de uma avó de costumes rígidos com seu neto em La Habana dos anos 50. La edad de la peseta será o primeiro longa que o diretor Pavel Giraud rodará sozinho. Sua estréia foi com o premiado Tres veces dos (2004), produzido com Lester Hamlet e Esteban Insáusti. Experimentação e busca de novas linguagens são marcas dos filmes de Giraud. Os atores espanhóis Mercedes Sampietro e José Angel Egido e os cubanos Iván Alberto Carreira, Susana Tejera e Carla Paneca atuarão no filme. A película será patrocinada pelo Instituto Cubano de Cine, pelas empresas Mediapro e Alter Producciones com o apoio da Televisión Española. |
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Há vinte e cinco anos a ilha promove este festival das raízes caribenhas. Para a próxima edição, que será dedicada ao povo e à cultura popular da Venezuela, já estão confirmados mais de 700 artistas de 16 países. Organizada anualmente pela Casa del Caribe, a festa de solidadriedade e irmandade visa promover os valores de manifestações espirituais da região. O evento também será dedicado ao aniversário de 490 anos da cidade de Santiago de Cuba. Durante a festa, as ruas, praças públicas, parques e teatros da região abrem seus espaços para a celebração. O festival é reconhecido como um dos mais importantes eventos culturais da região. Santiago de Cuba é considerada a capital cultural do Caribe. Um dos destaques será o joropo, um baile tradicional da Venezuela. Também estarão representados instrumentos populares como a harpa e as maracas características da região. Conferências, encontros de narradores orais, poetas, comunicadores, fóruns e oficinas de religiosidade popular, mostras gastronômicas, mostras de cinema e vídeo estão previstas. A cada edição do evento é inaugurada uma Casa em homenagem ao país em destaque. O Conservatorio de Música Esteban Salas, no centro histórico da cidade, será a Casa da Venezuela. Durante a festa será entregue o Prêmio Casa del Caribe ao ator Raúl Pomares e ao narrador Francisco Martínez Hinojosa. O Desfile del Fuego fechará o evento. Será o momento de despedida dos grupos folclóricos e delegações com o povo local. O desfile passará por vários pontos da cidade até a Alameda Michelson para "queimar o diabo", simbolizado em um tótem de quinze metros de altura feito de madeira e fibras vegetais. Desta forma, o caminho para o próximo festival estaria livre de todos os malefícios. |
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O ministério da Cultura da ilha caribenha, através do Conselho Nacional de Patrimômio Cultura, aprovou o financiamento para a reforma da Casa-Museu Ernest Hemingway, em La Habana. Um grupo de arquitetos já providencia reparos no imóvel, que terá a estrutura preservada. O escritor, Premio Nobel de Literatura, encontrou em Cuba diversas fontes de inspiração. Suas obras mais famosas são "Islas en el Golfo" e "El viejo y el mar". |
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Uma comissão do Festival de Cinema de Havana virá ao Brasil para selecionar os filmes nacionais que participarão do XXVII Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano. O festival ocorrerá entre 6 e 16 de dezembro em Cuba e a comissão estará no Rio de Janeiro de 18 a 26 de junho. O material deverá ser entregue até o dia 25 de junho. A comissão passará também por São Paulo, entre os dias 27 e 30 de junho. Os interessados devem enviar por sedex ou entregar pessoalmente a partir do dia 14/6 uma fita em VHS, a ficha técnica e a biofilmografia do diretor a para Alfredo Calvino, Grupo Novo de Cinema e TV, 22271-040 Humaitá, Rio de Janeiro RJ. Para outras informações entrar em contato pelo telefone (21) 2539-1538 ou pelo endereço eletrônico alfredocalvino@gnctv.com.br. O regulamento do festival está disponível no site www.habanafilmfestival.com Contatos do festival: |
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O escritor português estará na ilha, a convite do ministro da cultura, Adel Prieto, até domingo. Saramago dará uma palestra na Aula Magna da Universidade de Havana na quinta-feira, sexta estará na Casa de las Américas e sábado lançará o Evangelho Segundo Jesus Cristo. O ensaísta, Prêmio Nobel de Lieratura em 1998, é grande admirador da cultura da ilha e recentemente publicou o livro Ensaio sobre a Cegueira em Cuba. |
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O prêmio convoca autores latino-americanos e caribenhos a concorrer com livros que contribuam para uma melhor compreensão da música e da cultura dessas regiões a partir de conceitos da musicologia contemporânea. Os textos terão que ser inéditos e sobre os seguintes temas: historiografia musical, interpretação e explicação crítica da criação musical, música tradicional e folclórica, teoria e prática do ensino de música, marcos teóricos globais da musicologia e outros problemas relacionados com a estética, a sociologia e a antropologia da música. De 25 a 29 de agosto. |
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O também chamado Festival do Fogo, que ocorrerá entre os dias 3 e 9 de julho em Santiago de Cuba, poderá ter até 600 participantes nesta vigésima terceira edição, segundo os organizadores. Já estão confirmadas as presenças do Coro Juvenil Nacional de Bahamas, do grupo italiano Candombe, do grupo de dança basca Gatezar Taldea e do grupo folclórico de canto e dança tradicional da Venezuela, o Castilla y el Kachile, entre outros. No encontro, o diretor da Oficina del Programa Martiano, Armando Hart, e o poeta Abelardo Vicioso receberão o prêmio da Casa do Caribe por suas contribuições no campo da pesquisa sobre cultura. Durante o evento, a cidade acolherá artistas de onze províncias de Cuba para debater o movimento cultural. O fórum de discussão mais importante do evento é o colóquio El Caribe que nos une, dedicado ao poeta José Martí e ao equilíbrio do mundo e que apresentará pesquisas relacionadas à realidade atual. Também estão previstas oficinas de música, teatro, comunicação social, religiões caribenhas, narrações orais, poesia, artes plásticas, festas populares, cultura, turismo, jovens criadores, patrimônio e identidade. |
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O evento, que este ano será dedicado a Porto Rico, se estenderá por dez províncias da ilha. Cinco célebres compositores receberão homenagens: Rafael Hernández, Pedro Flores, Bobby Capó, Mirta Silva y Daniel Santos. Villa Clara abrigará o festival de 9 a 12 de julho, no Teatro La Caridad, no Centro Cultural El Mejunje, no Museo de Artes Decorativas, na Casa de la Ciudad e na sede da UNEAC de Santa Clara. Os artistas Emilia Morales, María Elena Pena, Orestes Macías, José Valladares, Rolando Montero (El Muso), Gerardo Aldana, Marilis González, Damilis Villanueva (Venezuela) e Leo Rey se apresentarão nestes locais. Na mesma data em Cienfuegos, no Teatro Tomás Terry, no Club Cienfuegos e no Centro Recreativo Minerva, haverá shows de Manolo del Valle, Vania entre outros. Este ano Guantánamo voltará a fazer parte do evento de 30 de junho a 3 de julho. Uma das sedes desta província será a Casa de las Promociones Musicales (EGREM). |
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Os artistas são alguns dos principais destaques do Festival Grec 2005, que ocorrerá de 27 de junho a 8 de agosto, nesta cidade espanhola. O cantor Serrat se apresentará de 7 a 10 de julho, mas as datas das apresentações dos cubanos ainda não estão confirmadas. O grupo Orishas é o criador da fusão do rap com ritmos tradicionais da música cubana. Desde 1976, a cada verão, a cidade espanhola recebe dezenas de espetáculos de música, teatro e dança durante um mês e meio. |
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Em sua 12ª edição, o Festival de Cinema Latino homenageia o ator Grande Otelo, que completaria noventa anos em outubro, e o cantor Carlos Gardel, que difundiu o tango. A programação das mostras paralelas tem Nelson Pereira dos Santos, Ciro Durán, Franceses no Brasil e Vídeo-Arte. O cinema cubano está presente em sete filmes do festival. Tres veces dos concorre com outros nove filmes de longa-metragem em 35mm ao Melhor Filme do Júri Oficial, da Crítica Especializada e do Público. Já na Competitiva Videsul – de trabalhos em vídeo de curta e média duração – os cubanos Favez, Ninhos en la Frontera, Sueños e Utopia disputam o Melhor Vídeo do Júri Oficial e do Público. O cinema para crianças da ilha caribenha está representado por Mais Vampiros em Havana, uma co-produção com a Espanha. A programação completa está no site www.cinesul.com.br. Confira mais detalhes destas produções: Tres veces dos Favez Ninhos en la Frontera Sueños Utopia Programação: CCBB - R. Primeiro de Março, 66 Centro. Tel: (21) 3808-2020 Domingo, 19 de junho Quarta, 22 de junho Quinta, 23 de junho Sábado, 25 de junho Centro Cultural Correios - R. Visconde de Itaboraí, 20 Centro. Tel: (21) 2253-1580 Domingo, 19 de junho Quarta, 22 de junho |
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Mais de trinta peças em cerâmica sobre o poeta José Martí elaboradas por artistas cubanos de diferentes gerações estarão expostas de 06 de junho a 10 de julho na Galería-Salón del Monte, no Hotel Ambos Mundos. Este projeto visa homenagear o poeta por meio das mais variadas formas de expressão artística em qualquer momento do ano. As trinta peças que compõem a exposição foram selecionadas entre as sessenta da coleção "Con los Pobres de la Tierra". Durante a mostra, serão realizados vários encontros para debater a vida, obra e pensamento de José Martí a partir de diversos ângulos e em diferentes linguagens. Nelson Dominguez, Vicente Rodríguez Bonachea, Diana Balboa e Zaida del Río são alguns dos artistas participantes. |
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Artista e técnicos da cidade de Manzanillo terminaram a fundição em bronze da primeira escultura que Cuba dedica ao maior músico popular do país. Com 2,42 metros de altura a obra, dos escultores Ramón Cisneros y Wilfredo Milanés, ficará sobre um pedestal de 1,60 metros. A estátua representa o cantor em uma pose típica de dançarino com seu habitual chapéu. A obra ficará onde o Barbaro do Ritmo cantou a música Manzanillo, que elogia a beleza da baía do local. |
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A Assembléia Legislativa de São Paulo constituiu uma Frente Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba. O objetivo da frente é estreitar laços políticos, econômicos, sociais, culturais e esportivos. “Manifestar a solidariedade do povo paulista com o povo cubano a partir das conquistas da Revolução Cubana e na defesa da autodeterminação e da soberania diante das agressões internacionais” é um dos objetivos da iniciativa, que visa também aproximar parlamentares paulistas e cubanos. Estão previstos intercâmbios em diversas áreas. |
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Com rápida passagem pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, o músico cubano fez o público dançar com a mesma vibração de quando se apresentou aqui pela primeira vez com o Buena Vista Social Club, em 1999. |
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Luís Pimentel O cast do Buena Vista Social Clube ficou mais pobre, semana passada, com a morte em Cuba do músico e cantor Compay Segundo, estrela de brilho curto (fez sucesso apenas nos últimos cinco anos, dos 90 aos 95 de idade), mas de astral admirável. Juntamente com Zezé Sack, o entrevistei em outubro do ano passado (foto de Leila Sarmento). Nos recebeu simpático e sorridente, nos amplos salões do Hotel Nacional de Havana, onde se apresentava regularmente. Sem abandonar um minuto sequer o seu legítimo puríssimo cubano ("Comecei a fumar charutos com cinco anos, fumo há noventa. Minha avó fumou a vida inteira e viveu cento e dezesseis"), falou da música (profissão que abraçou em 1934, tocando clarinete na Banda Municipal de Santiago de Cuba), dos amigos do Buena Vista ("Está cada um pro seu lado, cuidando de suas vidas") e do Brasil, que conhecera pouco antes ("Vocês são uma potência!"). A última pergunta que fiz foi esta: "O senhor é um homem feliz?". A resposta acompanhou um sorriso inesquecível: "Syyyyyyyyyy... como no?" Era um homem feliz, sem dúvida. Leia mais no JB |
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Homem das artes, da cultura e da política cubana "Discordamos da pena de morte, mas as situações
Sérgio Corrieri é presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), um homem determinado nas relações internacionais de Cuba. Ele veio recentemente ao Brasil, por ocasião da XI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada em Brasília, mês passado. Nos dois dias em que esteve no Rio de Janeiro, com uma agenda pra lá de concorrida - palestra na Uerj, encontros com a Associação José Martí, com o Centro Cultural Che Guevara e um café da manhã com Nelson Rodrigues filho, para fechar projeto onde inclui a criação da Casa do Brasil em Cuba - OPASQUIM21 correu por fora e conseguiu vinte minutos deste cidadão atarefado, que consegue tempo para ser, antes de tudo, elegante e bem-humorado. Ex-ator, 62 anos, pai de um desenhista e já integrado à gíria carioca, com casamento desfeito, disse que no momento está "só ficando". O sobrenome Corrieri é Italiano. O avô migrou para Nova York no inicio do século XX, não gostou de lá e foi pra Cuba, onde conheceu a avó, e assim começou a família. Filho de operário, o pai trabalhava nas manufaturas de charutos e em tempos difíceis se transformava em pescador para ganhar uns trocados. Sérgio nasceu num pequeno povoado, chamado Jaimanitas, a 25 quilômetros de Havana. O senhor é um ator reconhecido, como começou sua carreira? - Minha carreira foi mais rica no teatro que no cinema, só que o teatro fica na memória e o cinema fica no celulóide. Sempre preferi o teatro ao cinema. Formei-me como ator e diretor de teatro. Logicamente, gostava do cinema que, quando surgiu em Cuba fiquei interessado. Entre as primeiras leis da Revolução, estava a criação do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC), o que aconteceu em março de 1959. Comecei de imediato a trabalhar no cinema, mas sempre que tive escolha, fiquei com o teatro. Quais foram os momentos mais importantes para o cinema e o teatro nesta época? - Em cuba houve duas épocas definidas. Uma, no começo da Revolução. Nesses primeiros anos, foram criados vários grupos de teatro. Os atores finalmente podiam viver, ter um salário digno e exercer sua profissão. Penso que se resgatou a dignidade da profissão de ator, pois antes da Revolução fazer teatro em Cuba era um suicídio do ponto de vista econômico, você tinha de pagar tudo do próprio bolso. Fale sobre o Teatro Estúdio. - Colaborei com a criação do grupo Teatro Estúdio, do qual fui um dos fundadores, grupo que ainda existe e considero a matriz do teatro moderno em Cuba. Em 1968, já estava com outras inquietações artísticas, políticas, e sentia insatisfação, uma saturação no que estava fazendo naquele momento. Aí surgiu a idéia do grupo Teatro Escambray, muito sui-géneris, pois era composto por atores de Havana, já consagrados. Eu, por exemplo, acabava de fazer Memórias do Subdesenvolvimento, um filme de muito sucesso, que com o tempo viraria um dos filmes mais importante da cinematografia cubana. A partir desse filme, recebi muitas proposta de trabalho dentro e fora de Cuba. O Teatro Escambray (O Escambray é uma região de serras isoladas no meio da Ilha) era uma obsessão, uma aventura, exigia uma pesquisa social prévia e um convívio com o público ao qual queríamos atingir. Era um teatro vivo, em transformação permanente, muito diferente do que eu fazia em Havana, fiquei totalmente mergulhado nesse trabalho até 1985, foram quase 18 anos de trabalho. Que outros filmes você fez? - O primeiro filme que fiz se chamava Cuba 58. Eram três contos, atuei em um deles. Filmado em final de 1959, começo de 1960. Dirigido por um diretor espanhol que morava no México, José Miguel García Ascott. O mais conhecido é mesmo Memórias do Subdesenvolvimento. Quais são as suas lembranças e o que significou na sua carreira? - Titón (Tomás Gutierrez Aléa, diretor de Morango e Chocolate e Guantanamera) era um grande admirador do teatro, freqüentava o grupo Teatro Estúdio, participava dos ensaios, estava sempre perto de nós . No final de 1967 já ele tinha a idéia de fazer um longa e trabalhava no roteiro, em parceria com o escritor Edmundo. Ele me propôs fazer o papel principal, mas tinha um inconveniente, o personagem devia ter uns 38 anos, devia ser um homem maduro e eu não era nenhuma das duas coisas, tinha apenas 27 anos, e a gente discutia muito o modo de interpretar o protagonista. Tinha minhas dúvidas e eles ficaram alertados. Na verdade, adorei o roteiro, estava muito animado para fazer o filme. Memórias do Subdesenvolvimento tem como personagem central um homem intelectual, da classe média alta com seus problemas existenciais e todas as contradições dos primeiros anos da Revolução. E é o fio condutor do filme. É um filme muito moderna para a época em que foi feito, não? - O filme tem uma linguagem cinematográfica verdadeiramente nova para a época, parece que foi feito ontem. Mistura, com total liberdade, estilos que, apesar de parecerem contraditórios como ficção, documentário, imagens de arquivo, literatura e desenho animado conseguem juntos um resultado coerente. Uma câmera nas mãos e acho que graças a essa linguagem, o conteúdo se revela em toda a sua profundidade. Acontece num tempo e numa situação concreta, com os problemas e os mecanismos que existiam. A consolidação das idéias revolucionarias, a aplicação das primeira leis, das quais este homem é uma vítima. Ele é dono de vários prédios de apartamento, que são expropriados pelo governo, e vive dos aluguéis e da renda da indenização. É ainda jovem, tem uma mulher burguesa, é um homem inteligente e vive em conflito com a falsidade dos valores burgueses. É profundamente crítico, reconhece o novo que a Revolução oferece. Embora considere que os protagonista da Revolução são pessoas de menor nível cultural e considere certos costumes desagradáveis, tem consciência de que o que está acontecendo é o futuro e deve se juntar a ele, mesmo que para isso tenha de pagar um preço. Você também fez importante papeis na televisão. Que pode dizer sobre isto? - Foi no ano 1985. Eu fiz um seriado que teve grande repercussão e aceitação do público, se chamava En silencio ha tenido que ser. Eu já tinha trabalhado muito em teatro e cinema, mas a experiencia do seriado ultrapassou minhas expectativas. Meu personagem, o David, era um agente da segurança do estado cubano, que ficava infiltrado na CIA durante muitos anos e lutava para evitar as ações terroristas da contrarevolução nos Estados Unidos. O personagem é ficção, mas está baseado na história de muitos agente cubanos que viveram essa experiência. Como se deu a virada para a política? - A televisão foi muito importante, valorizei muito o papel e daí veio uma proposta tentadora, de dirigir a Tv cubana. Aceitei, passei dois anos nessa função complexa e gratificante. Em 1987 foi criado o Departamento de Cultura do Comitê Central do Partido. fui convidado para dirigi-lo. Era uma velha aspiração dos artistas cubanos. Assumi essa responsabilidade por quatro anos. No final dos anos 90, no meio da crise de desintegração do sistema socialista, o fim da União Soviética e o começo da pior crise econômica que Cuba passou desde a Revolução, morre repentinamente o companheiro René Rodriguez Cruz, que era diretor do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, ICAP, e fui chamado para assumir essa instituição. Para mim, foi uma difícil escolha, porque me afastava do meio cultural para me dedicar de cabeça à política de relações internacionais. Como funciona o ICAP? - O instituto é uma organização não governamental, independente, não é um organismo da administração central do estado, e eu não tenho cargo ministerial, nem uma representação oficial como os diplomatas ou ministros. Lembro que alguém definiu o ICAP como um ministério de relações exteriores a nível popular, que tem mais a ver com a relação das organizações populares e independentes de outros países. Acontece que nesses anos difíceis essa função passou a ser muito importante, por causa da necessidade de desenvolver as relações de amizade e solidariedade com Cuba. Pensei apenas que ia cumprir uma função e já estou há treze anos no ICAP. É um trabalho harmônico que já me trouxe gratas experiências e momentos emocionantes. A partir dele, consegui imaginar como seria o mundo se as pessoas fossem pautados no seu comportamento, pelos valores humanos. A solidariedade não é profissional, é um ato voluntário. Não há nenhuma associação que seja bancada por verbas estatais, e é feita tirando seu tempo de ócio. Partimos do critério de que a amizade não é paga, a solidariedade não se financia. Na Convenção de Solidariedade a Cuba, que fizemos recentemente em Brasília, houve pessoas que viajaram 36 horas, de lugares distantes do Brasil, para participar do encontro por que entendem que ser solidários com Cuba, é ser om eles mesmos e com o futuro do mundo. E como é praticada essa solidariedade com Cuba? - O ICAP tem seus princípios para este trabalho, o movimento deve ser totalmente livre e espontâneo. Ninguém é dono da solidariedade com Cuba, grupo, partido político, não deve impor condições para fazê-lo. Todos devem ter um espaço e uma atenção da nossa parte. Os grupos são criados com um objetivo definido e não para intervir nos assuntos internos de cada país, nesse ponto, somo muito cuidadosos. Não viemos aqui para dar palpites sobre os assuntos internos do Brasil, nosso objetivo é estreitar os laços de amizade entre os dois povos e intercambiar o conhecimento das nossas realidades. Nesses princípios é baseado o nosso trabalho. Como ficou para o ICAP, que se relaciona com vários países, explicar as atuais condenações e penas de morte aplicadas recentemente pelo governo cubano? - Era previsto que essas decisões teriam uma repercussão negativa e um alto custo político. A pena de morte é um assunto muito delicado, íntimo e é muito pessoal a opinião sobre isso. Em muitos países, especialmente da América latina, estava associada às ditaduras militares e foi abolida pela própria posição das esquerdas, foi uma conquista progressista, revolucionaria. No nosso trabalho com a solidariedade, recebemos muitas perguntas e preocupações dos nossos simpatizantes, que achamos lógicas e normais, não aspiramos que todos estejam de acordo com nossas decisões, mas, que entendam as razões que levaram a tomar tão difíceis e delicadas medidas, num momento em que está em jogo algo muito valioso para nós, que é a nossa própria soberania, existe a possibilidade real de uma ameaça militar sobre Cuba, considerando a política atual do governo dos Estados Unidos. Estávamos a beira de uma crise migratória em grande escala, alimentada pelos Estados Unidos, o que daria a eles uma razão para dizer que essa situação atentava contra a segurança nacional deles e de essa forma justificaria uma invasão militar. No plano filosófico, em Cuba, discordamos da pena de morte, mas as situações concretas exigem atitudes indesejáveis até para nós mesmos. Tomara que Cuba tenha condições de abolir a pena de morte como instrumento legal em breve tempo. Depois de toda essa experiência, se aparecesse um novo convite para voltar à vida artística, o senhor aceitaria? - Com o maior prazer eu voltaria a atuar. |
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"É PRECISO QUE CUBA SE ABRA PARA O MUNDO E QUE O MUNDO SE ABRA PARA CUBA" Palavras proféticas de João Paulo II, na histórica visita à Ilha Sr. Presidente, Sras. Senadoras e Srs. Senadores, Senti emoção, grande alegria e orgulho ao ser escolhido pelo Presidente Lula para representar o Brasil em Cuba. Também pela rápida resposta positiva do Presidente Fidel Castro ao pedido de " agréement" enviado pelo Itamaraty. Minhas ações diplomáticas, e não seria exagero dizer a totalidade da minha vida, visarão a partir de agora, dependendo do resultado desta sabatina, dois grandes objetivos: o incremento do intercâmbio Brasil-Cuba, Cuba-Brasil, com avanço de ambos na caminhada histórica de libertação e a reinserção, cada vez maior, da pátria de José Martí no cenário das nações, no contexto do Caribe, da América Latina e do Mundo. O primeiro objetivo situa-se no campo comercial-econômico-financeiro e o segundo mais diretamente no campo filosófico da política, das relações internacionais. A minha contribuição será inspirada no internacionalismo, no patriotismo e no sentimento de independência de Rio Branco, José Martí, Tiradentes, Antonio Maceo, José Bonifácio, Carlos Manuel de Céspedes, sob o olhar dos chanceleres Celso Amorim e Felipe Pérez Roque e dos presidentes Lula e Fidel Castro. É bom lembrar que Tiradentes e José Bonifácio fazem companhia a Bolívar e dezenas de libertadores latino-americanos, nos jardins da Praça da Fraternidade em plena Havana. Mas a contribuição que darei como embaixador do Brasil em Cuba será inspirada também na minha visão de mundo. No meu entender, tudo que existe está perpassado de claro-escuro, de organização e desorganização, de caos e de cosmo. Não existe para os mortais em nosso planeta, um paraíso exalando paz, um jardim recluso ou uma redoma de pura unidade e unificação. A comunidade científica mundial nos garante que nós todos – mundo vegetal, reino animal, mundo humano – o universo inteiro – nascemos há 15 bilhões de anos de um imenso caos, de uma enorme explosão, mas também de um cosmo, quer dizer da ordem que foi se criando e continua se criando ao longo de todos os bilênios. "Caos e cosmo são inseparáveis e se articulam mutuamente, especialmente no mundo humano onde as contradições se desdobram dando origem a homicidas, ecocidas e biocidas de um lado e por outro lado, a anjos da guarda, profetas e santos," como bem observou Leonardo Boff. Cuba, o Brasil, o Caribe, a América Latina não escapam desta dicotomia estrutural de tudo que existe. O desafio é fazer conviver caos e cosmo de forma criadora, a exemplo de Francisco de Assis, no meu entender o mais realista de todos os viventes. Foi isso que tentei durante mais de quarenta anos como padre-operário, jornalista, professor, sindicalista, deputado federal, secretário de estado e militante ambientalista. Eu me joguei e me molhei, até hoje, na realidade humana, a partir da espiritualidade, do jornalismo, da educação, do sindicalismo, da política, da ecologia. Agora continuarei a me molhar na realidade humana a partir da diplomacia, mantendo a paciência histórica diante da presença ambivalente do joio e do trigo. Estreio, como embaixador, num momento de acirramento do pólo positivo com o pólo negativo nesse planeta, a ser trabalhado à luz da diplomacia. De um lado, o time da guerra, do diabólico, semeando ódio, ofensa, discórdia, dúvida, erro, desespero, tristeza, trevas, semeando morte. Do outro lado, o time da paz, do simbólico, divulgando o amor, o perdão, a união, a fé, a verdade, a esperança, a alegria, a luz, divulgando a vida. A exemplo de Jesus de Nazaré e dos grandes místicos do Oriente e do Ocidente, não vou como embaixador correr o risco de arrancar o trigo ao extirpar o joio. Continuarei a distinguí-los, me curvarei à inexorável coexistência do bem e do mal, mas a partir de agora, passo a viver, como diplomata, um projeto de vida que se orienta pelo trigo, sem nunca perder de vista a presença ameaçadora do joio. Estou aberto à Fonte primordial da vida, de onde emana toda a paz, certo, como o Santo Agostinho, Bispo de Ipona, que "irrequieto estará meu coração, enquanto não descansar em ti, Senhor". É com estes propósitos que venho dialogar com V. Excias., sobre a nossa representação em Cuba, colocando-me à disposição de cada senador da República, componente da Comissão de Relações Exteriores, durante esta sabatina. E o faço em obediência à Constituição, que atribui competência privativa ao Senado Federal para examinar, previamente e por voto secreto, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente (art. 52, IV). CUBA Não é de hoje que busco entender a dinâmica de Cuba, Sras. senadoras e Srs. Senadores, o que não é difícil para quem, mais do que estima, acabou experimentando uma verdadeira paixão por aquela terra e seu povo. É mais do que gratificante defender os interesses do Brasil em terras de Cuba, zelando pela vitalidade de ambas sociedades e palmilhando a caminhada libertadora histórica dos dois povos. Além da leitura de livros e textos, analisando a sociedade e a história cubanas, a Ilha sempre suscitou uma tomada de posição da minha parte. Não sou um conhecedor acadêmico e neutro de Cuba. Durante três mandatos de deputado federal, participei da Frente Parlamentar Brasil/Cuba, o que nos levou a muita leitura, estudos e visitas à Ilha. Vibrei com o triunfo da revolução em janeiro de 1959. Mas um ano depois, quando Fidel, o Che e a troupe de barbudos abraçaram o marxismo e caíram nos braços da União Soviética, experimentei certa perplexidade clerical. E não podia ser diferente: tinha 19 anos, vestia batina no Seminário da velha Mariana, primeira capital de Minas, e tornava-me um peripatético obcecado na leitura exclusiva de Aristóteles, Platão e Thomás de Aquino. Eu era um filósofo perdido nas correntes do pensamento clássico e alienado da política nacional e internacional. Pouco depois convivi, em Roma, durante a Teologia, com um jovem estudante cubano, Presidente do Diretório estudantil na Universidade Gregoriana, dos jesuítas, sobrinho-neto de um dos pais da pátria, carregando o nome de seu ascendente: Carlos Manuel de Céspedes, hoje Monsenhor em Havana e grande intelectual. Com ele, minha perplexidade começou a passar. E aprendi que toda a história de Cuba, como nação, é marcada por um nacionalismo sadio e uma rebeldia permanente face à Espanha, primeiro, e depois face aos EUA – quando ambos tiveram uma postura nitidamente colonialista em relação à Ilha. Mais tarde, na vivência de três anos com palestinos, jordanianos e israelenses, nesse carrefour da história, que é o Oriente Médio, em meados dos anos 60, comecei a entender que Cuba não era um joguete na Guerra Fria – apenas ela não tinha alternativa num mundo inteiramente controlado por duas superpotências. RESISTÊNCIA No final dos anos 60 e início dos anos 70, Sr. Presidente, éramos, no Brasil, na América Latina, uma juventude irrequieta, rebelde que resistia à ditadura, privados totalmente das liberdades democráticas. Vivi essa fase juntamente com José Dirceu, José Serra, Vladimir Palmeira, Almino Afonso, José Genoino, Haroldo Lima, Aloysio Nunes, Aldo Arantes, José Aníbal, Nilmário Miranda, Gilney Viana, Nelson Rodrigues e tantos outros hoje na política institucional. Nesse momento não poucos, mesmo na fileiras eclesiais, alimentados pelo Movimento Fé e Política, ficamos fascinados e vimos, de perto, o internacionalismo revolucionário de Cuba presente na África e na América Latina com destemor, convicção e generosidade. Certamente, só quem experimentou aquele momento, consegue captar ser a mesma, a vitalidade com que Cuba busca hoje uma relação democrática com os outros Estados. Agora a forma é outra naturalmente: é uma relação de Estado para Estado, respeitosa. Mas na raiz está a mesma solidariedade internacional, revolucionária de outrora, capaz de doar a própria vida, eternizada para a posteridade, no rosto imortal de Che Guevara, cuja lembrança os esbirros do conservadorismo boliviano não conseguiram sepultar. Riscaram o Che do mapa da vida, mas não o símbolo do internacionalismo e da generosidade heróica que ele continua a ser para os jovens, com boina ou sem boina, do mundo inteiro e para as nações. A solidariedade, o companheirismo, a fraternidade de cubanos e brasileiros ultrapassam nossas fronteiras geográficas e possuem as mesmas raízes históricas, advindas da Península Ibérica e de África e transplantadas na grande Pátria de Bolívar, de Tiradentes, de José Martí, que é Nuestra América, Nossa América, a América Latina. VIAGENS A partir de 1986, restabelecidas as relações diplomáticas de Estado para Estado, intensifico meus contatos e o consequente conhecimento da realidade cubana. De lá pra cá, fui mais de dez vezes a Cuba, por motivos os mais diferentes: encontros visando a solidariedade, reunião de jovens de todo o mundo, semana cristã pela paz organizada pelos teólogos da Libertação latino-americanos, visita oficial do então governador de Minas, Senador Eduardo Azeredo, ilustre membro dessa comissão, Foro de São Paulo, visita específica para conhecimento do Estado Cubano e do PCC, visita a empresas e iniciativas na área rural. Nos últimos 5 anos, a presença de minha filha, Alessandra Rodrigues Santiago, estudando medicina em Pinar del Rio e as investigações e entrevistas, sobre o primeiro padre guerrilheiro da América Latina, Padre Guilhermo Sardiñas, motivaram ainda mais minhas viagens. Particularmente, as pesquisas e entrevistas sobre o Padre Sardiñas me possibilitaram um aprofundamento do processo sócio-econômico-político-cultural histórico desenvolvido por Cuba. Muitos sacerdotes participaram do movimento anti-Batista na segunda metade dos anos 50. Mas só um padre cubano subiu a Sierra Maestra e conviveu com Fidel e com o Che, a quem entrevistei, como jornalista e escritor, sobre estes acontecimentos. Após o triunfo, em janeiro de 59, Padre Guilhermo Sardiñas esteve no Brasil numa delegação enviada pela Revolução Cubana, recém vitoriosa. Impossível penetrar na vida de Sardiñas, sacerdote guerrilheiro, comandante da Revolução, sem captar a alma do povo cubano, cuja história foi uma sucessão de lutas nacionalistas face ao mandonismo e à dominação, primeiro espanhola, depois norte-americana. Impossível abordar quem foi Sardiñas, sem descobrir os valores e a potencialidade do povo e da nação cubana, que não se fechou sobre si mesma, mas vem concretizando o desejo do Mestre, do Apóstolo e herói nacional da independência de Cuba: " Yo quiero que la ley primera de nuestra República sea el culto de los cubanos a la dignidad plena del hombre" - dizia José Martí. ATOS E VISITAS Os Atos em Vigor Assinados pelo Brasil com a República de Cuba e as visitas de autoridades brasileiras a Cuba, no período de julho de 1999 a dezembro de 2002, são um termômetro do crescimento das relações entre Brasil e Cuba, desde a restabelecimento das relações diplomáticas em 14 de junho de 1986 – durante o governo Sarney, por uma feliz coincidência, hoje, o Presidente desta Casa . Foram 26 Atos assinados e 52 visitas oficiais realizadas. Além do presidente FHC e do Ministro Marco Aurélio de Mello, presidente do STF, inúmeros ministros de Estado, governadores, parlamentares, prefeitos, juristas, empresários, líderes partidários e sindicais estiveram oficialmente em Havana. Abraço como "missão", a intenção do atual governo de intensificar o intercâmbio com Cuba, que no meu entendimento se fará, prioritariamente, em três níveis: no plano das trocas comerciais de nossos produtos, no campo tecnológico-científico e na dimensão das atividades culturais e esportivas, que revelam a alma dos dois povos. É o que deduzo de vários encontros mantidos com embaixadores no Itamaraty, especialmente com nosso chanceler, o Ministro Celso Amorim e com nosso Presidente Lula. Além de ser convicção que carrego dentro de mim. Entendo que Atos já assinados e os futuros com a República de Cuba não devem permanecer letra morta nos arquivos, nem meros protocolos de intenção no fundo das gavetas. Temos de tornar realidade histórica esses belos e bons desejos. E não podemos nos contentar com uma mera similitude psicológica e sentimental-afetiva entre o povo brasileiro e o povo cubano. Apesar de nossas diferenças, somos povos parecidos e amigos e temos tudo para uma solidariedade de nação, um companheirismo efetivo – fruto do incremento das relações econômico-comerciais – possibilitando o bem-estar de nossa gente e desenhando no céu da América Latina, um exemplo histórico de fraternidade, sonhada no passado por Tiradentes, José Martí e tantos outros nacionalistas e iluminados. Temos que dar continuidade e avançar no trabalho diplomático entre Brasil e Cuba. E o faremos, com ousadia e realismo, a partir do reconhecimento do acúmulo já obtido graças à dedicação de nossos embaixadores: Ítalo Zappa, Asdrúbal Pinto de Ulyssea, José Nogueira Filho, Álvaro Gurgel de Alencar e Luciano Martins, em Havana e Jorge Bolaños, Ramon Sanchez Parodi e Jorge Lezcano Pérez, em Brasília. Merecem também menção os conselheiros políticos que muito contribuíram nessa caminhada: Sergio Cervantes e Jorge Ferrera – entre tantos, brasileiros e cubanos, que serviram e servem as duas pátrias. DIPLOMACIA Se merecer a aprovação de Vossas Excelências, estou prestes a assumir a Embaixada em Havana, num momento fecundo da diplomacia brasileira. Vários pronunciamentos e iniciativas do Presidente Lula e do chanceler Celso Amorim são sinais de novos tempos também no mundo diplomático: o grupo de amigos da Venezuela, incluídos EUA e Espanha, a ponte Porto Alegre-Davos, os encontros com os presidentes da Alemanha, da França, anteriormente com Bush e o mais recente com Álvaro Uribe, presidente colombiano. De todas as últimas iniciativas no campo diplomático, ganham relevo os pronunciamentos, diante da invasão do Iraque, do Presidente Lula e do chanceler Celso Amorim e os comentários do professor Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para as relações internacionais - os três sublinhando a defesa da paz, do multilateralismo, a condenação da guerra e o papel da ONU. Vivemos o desafio de construir um novo modelo de desenvolvimento econômico e a eleição de Lula demonstrou que essa é a vontade da grande maioria do povo brasileiro – a vítima primeira dos males decorrentes do modelo neoliberal de crescimento e de uma globalização pautada pela dominação. Junto com o novo modelo econômico, alternativo ao neoliberal, certamente já está emergindo uma nova diplomacia diferente da diplomacia predatória, de rapina dos países ricos viciados a um eterno colonialismo, outrora geográfico-político, hoje econômico-financeiro e cultural. Brasil e Cuba, pelo passado e pelo presente, surgem, no horizonte futuro da humanidade, como arquitetos credenciados a desenhar e promover a engenharia de um novo modelo econômico e diplomático inspirado na globalização pautada pela solidariedade. COOPERAÇÃO Entre os projetos de cooperação em andamento, ressalte-se aquele desenvolvido no âmbito do Programa de Recuperação Econômica de Cuba, com a participação, do lado brasileiro, do IPEA, das Secretarias do Tesouro Nacional e da Receita Federal, dos Ministérios da Previdência e Assistência Social e do Trabalho, bem como do Banco Central. Tais órgãos vêm transferindo a experiência brasileira em suas respectivas áreas às instituições congêneres cubanas. O foco da cooperação em curso está centrado na área de biotecnologia, tendo sido identificados 18 projetos conjuntos nesse campo, com parcerias já definidas. ECONOMIA E COMÉRCIO Ao Brasil interessa colaborar com Cuba no incremento de seu volume de exportações com vistas à aceleração do processo de saldo da dívida. No plano dos investimentos, cabe destacar a assinatura, em novembro de 1998, de contrato de exploração e prospecção de petróleo pela Braspetro em Cuba. Os trabalhos de prospecção realizados em área situada na costa centro-norte ( a 300 quilômetros de Havana), não se revelaram promissores. Cuba tem procurado interessar a empresa brasileira na exploração de petróleo em sua zona econômica exclusiva no golfo do México. JOINT VENTURES Em 2000, por exemplo, Cuba adquiriu 480 ônibus do Brasil, para transporte coletivo em Havana e interprovincial. A empresa brasileira Busscar opera em regime de joint venture com a cubana UNECAMOTO, montando carrocerias e motores. Importante joint venture é constituída também entre a Souza Cruz e a estatal cubana na fabricação de cigarros. Hotelaria, turismo e pesca (lagosta) são campos para um fecundo intercâmbio. É bom lembrar que de um total de 2 milhões de turistas que visitam, por ano, a Ilha, enquanto os EUA mandam 150 mil turistas e a Argentina 20 mil, o Brasil manda apenas 8 mil. Antes mesmo de assumir a Embaixada em Havana, tenho sido procurado por empresários, cientistas, professores universitários, reitores, artistas, agentes de cultura, líderes sindicais das entidades de classe, líderes esportistas, ministros, secretários de Estado, governadores, parlamentares interessados no intercâmbio com Cuba. Além das áreas de intercâmbio a que me referi acima, inúmeras outras opções me foram sugeridas. Entre elas, mineração e processamento de níquel, medicamentos genéricos, vacinas, indústria açucareira e derivados, produção de álcool combustível, barcos para lagosta, tecnologias de pesca, transporte aéreo, desporto, educação física e recreação, reflorestamento, diversas iniciativas no campo da cultura, da saúde, da engenharia genética e biotecnologia, da informática e da telefonia celular. A nossa exportação de bens e serviços pode operar , pelo que me chegou como sugestões nas mais diferentes áreas. Meu acordo com o Presidente da República, com o chanceler Amorim e com ministro Furlan é trabalhar nesses primeiros 60 dias em Cuba, estudando, analisando e dialogando diretamente com as autoridades cubanas sobre o intercâmbio já em andamento e as possibilidades de seu crescimento. E a partir daí estabelecer prioridades para a intensificação de nossas negociações. BALANÇA COMERCIAL A balança comercial bilateral tem sido bastante favorável ao Brasil. Nossas exportações apresentam um movimento continuamente crescente, enquanto as importações de 1997 para cá caíram, subiram e depois voltaram a cair. As duas tabelas abaixo dão uma visão clara do comportamento da balança comercial bilateral em US$ milhões, desde 1997 até o 1º semestre de 2002. BALANÇA COMERCIAL BILATERAL (US$ milhões)
BALANÇA COMERCIAL – 1º SEMESTRE 2001/2002
O governo cubano sempre tem demonstrado interesse em saldar pelo menos parte dos atrasados comerciais. Agora, por exemplo, tem interesse em fazê-lo através de barcos pesqueiros e de tecnologia mais avançada para pesca da lagosta. Senhor Presidente, Sras. Senadoras e Srs. Senadores: A Ilha de Cuba com 110.922 Km² (o arquipélago perfaz 114.500 Km²) está presente desde os primórdios da história de América, já que foi descoberta pelo próprio Cristóvão Colombo em 1492. Com esse território, ela se tornou uma próspera colônia espanhola e, hoje, uma nação independente que se destaca no Caribe, na América Latina e no mundo, mesmo tendo uma população de apenas 11 milhões e 400 mil habitantes e um PIB em 2001 de US$ 25,5 bilhões e um PIB per capta de US$ 2.277,00. A população cubana é composta por 51% de mestiços, 37% de brancos, 11% de negros e 1% de chineses. Não existe colônia imigrante expressiva. A organização do Estado funciona com um regime de partido único (o PCC) e um órgão supremo, como poder legislativo – um Congresso unicameral – a Assembléia Nacional do Poder Popular, com 609 membros que acabam ser eleitos, por voto direto, para mandato de 5 anos. Na minha opinião a característica principal de Cuba é a sua vocação solidária e internacionalista, na qual as cubanas e os cubanos foram forjados, graças ao conceito universal de pátria que lhes foi legado por José Martí, para quem "Patria es Humanidad". Esse nobre conceito de pátria está explicitado na própria Constituição cubana, citando José Martí. É com esse parceiro que vamos intensificar o intercâmbio nas mais diferentes áreas do comércio, da pesquisa científica, da cultura e dos esportes. No cenário político, a meta é a reinserção, cada vez maior, de Cuba não só entre os povos de Nossa América, desde o Rio Bravo até a Patagônia, mas no cenário mundial das nações. Esta, senhoras senadoras e senhores senadores é uma missão que pretendo assumir com a devida aprovação desta Casa legislativa, com o irrestrito apoio de nossos Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e como executor da política de governo do Presidente Lula que pretende implementar uma nova relação com os países irmãos onde a diplomacia seja sempre um instrumento da paz, da solidariedade, do desenvolvimento econômico e do fim da desigualdade entre os povos. Aí vai a minha sintonia e fidelidade, como embaixador, ao meu povo, ao povo brasileiro, na força que deu a esta expressão Darcy Ribeiro, ao povo brasileiro cujos sentimentos ousarei irradiar em Cuba, no Caribe, na América Latina. |
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Fidel Castro - Uma Biografia Consentida Claudia Furiati, 47, carioca, jornalista e historiadora, levou quase dez anos para realizar um trabalho único, inédito e completo sobre a vida, a personalidade e a obra de Fidel Castro. Ele é um dos maiores líderes do mundo contemporâneo, protagonista de uma série de acontecimentos decisivos. O livro foi concebido em dois Tomos: o primeiro, DO MENINO AO GUERRILHEIRO; e o segundo, DO SUBVERSIVO AO ESTADISTA. É dividido em sete partes, com cinqüenta e três capítulos, tendo 1056 páginas, mais de 100 fotografias inéditas e mapas ilustrativos. Não se trata de uma biografia autorizada e muito menos oficial. Conforme o termo sugerido pelo próprio Fidel, trata-se de uma biografia "consentida", pois ele permitiu à autora o acesso aos seus arquivos pessoais, confidenciais e secretos, mas reservou-se o direito de tecer comentários ou discordar da obra, após a sua publicação e disse, que o fará publicamente se assim achar conveniente.
I TOMO (576 pgs) Parte I Dentes Afiados Um ex-recruta das tropas espanholas na guerra de independência cubana fascinara-se com a Ilha e decidia regressar. No início do século, recém instaurada a República, Angel Castro trabalhou duro, mas teve boa sorte e conseguiu montar a sua fazenda em Birán, na província do oriente. Casou-se com Lina Ruz, uma camponesa migrante do lado oeste, e dessa união nasceu Fidel. A fazenda se fez "casa-grande": pelas plantações brincavam juntos os sete filhos do patrão, os dos parentes e dos camponeses. Fidel crescia entre estilingues, ordenhas de vacas e banhos de rio, mas teve que seguir para a cidade com o irmão Ramón, para os estudos no colégio La Salle. Ali permaneceram internos, até que Fidel, farto de insolências, cravou os dentes num irmão religioso Inspetor. Parte II Bola na cesta e trampolim A volta a Birán foi por tempo indeterminado. Fidel era feliz na vida do campo, mas a sua inquietação interior buscava mais e além: gostava de aprender e saber. Com a ajuda da mãe junto ao pai, pôde regressar à cidade para um novo colégio, dos jesuítas de Dolores. Lá pegou de vez o gosto pelos esportes como o basquete, em que se tornaria "cestinha" campeão e as excursões dirigidas, ao mar ou à montanha, quando exercitava o impulso por desafiar o perigo e romper limites. Mas as expectativas por uma melhor formação o conduziriam a Havana, a capital. Em 1942, o adolescente Fidel ali chegaria de trem e logo internou-se num novo colégio jesuíta, o Belén, o melhor daquela época. Parte III Pistolas & Complôs Fidel pensou dedicar mais tempo aos estudos de Direito, mas a política universitária o cativou de imediato. A devassidão da "coisa pública", dentro e fora da Universidade, era crescente. Grupos armados, que ameaçavam rivais e inconformes, proliferavam. Recém formado, o jovem Fidel, promissor parlamentar, perseguido e simpatizante de teses radicais, ante um golpe de Estado (de Fulgêncio Batista) se decidiu pela via da insurreição. Conspirou para tomar um quartel (de Moncada), com o fim de atiçar a revolta popular. Parte IV Esconderijos & Emboscadas Após tentativa de fuga, Fidel e parte do grupo foram descobertos por policiais. Surpreendentemente, quando Fidel se defrontou com seu principal captor, este lhe poupou a vida. No tribunal, Fidel fez sua própria defesa - intitulada "A História me absolverá", transformada em programa político -, mas foi condenado a quinze anos de prisão. Instituições cívicas pressionaram pela anistia. Fidel foi liberado, mas logo teve que exilar, devido à intensa perseguição. No México, preparou uma expedição para desembarcar em Cuba e, no início de dezembro de 1956, chegou à costa oriental, dando início à guerrilha que se desenvolveria na Sierra Maestra. II TOMO ( 480 pgs) Parte V Na mira de um fuzil Um pequeno exército de 300 homens, comandado por Fidel, derrotou as forças militares regulares e o presidente Batista fugiu do país. Um conjunto de medidas populares foram a seguir implementadas, mas os efeitos da reforma agrária, das nacionalizações das empresas e da distribuição dos espaços de poder, estimularam fortes contradições. Com habilidade, Fidel tratou de costurar as diferenças internas. Ao mesmo tempo, por contatos desenvolvidos em vários países, Fidel ia desenhando um projeto de revolução Tri-Continental. Dentro e fora da Ilha, ele se introduzia na mira dos interesses contrários, sendo, na época, o objetivo de mais de 300 planos de atentado. Parte VI Meu colete é moral Após certos acontecimentos, como as mortes de "Che" Guevara e Salvador Allende, e o ingresso de Cuba no mercado comum socialista, Fidel começou a manifestar uma estratégia política "combinada". Pregava uma via pacífica, com "soluções negociadas" e de superação do subdesenvolvimento econômico, embora não deixasse de exercer a causa revolucionária, como na revolução nicaragüense ou na guerra de Angola. Ele corria por outros flancos, revelando as fendas da chamada "ordem internacional", como estadista e líder dos países Não-Alinhados, projetando uma ética. Foi a caminho da ONU, em 1979, que Fidel esboçou a frase "Meu colete é moral", abrindo os botões da camisa para mostrar que não usava nenhum à prova de balas. Enquanto isso, gradativamente, emergiam os sinais de crise do leste europeu, ainda meio escondida, que Fidel só podia ver em parte. Parte VII Começaria tudo outra vez A economia de Cuba desabou como o Muro de Berlim. Em pouco tempo, desapareceram as práticas de intercâmbio favorável, créditos, dotações, o abastecimento do petróleo, bens de consumo, tecnologia e matérias primas dos seus parceiros do CAME (mercado comum dos países socialistas). Contribuindo a manter as esperanças da população, Fidel adotou o conceito de "período especial", para referir-se aos anos de carestia, inferindo a segurança de que seriam passageiros. Acedeu à urgência de reformas, fez concessões de princípios, assistiu à entrada de métodos e agentes capitalistas em Cuba, promoveu a visita do Papa. Acostumado a reverter o improvável, ainda disse que começaria tudo outra vez. |
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